sábado, abril 30, 2011

Paixões

É muito bom ver uma pessoa transpirando satisfação pelo que faz. Lamento que muitos exercem suas profissões apenas como forma de ganhar um dinheiro e satisfazer sua cobiça material.O ideal seria que o tesão profissional fosse permitido a todos os seres. E que cada conquista no local de trabalho fosse semelhante à orgasmos múltiplos. Não sei se chegou a tanto, mas acabo de ouvir uma colega se demonstrando realizada por seus afazeres. Foi muito bacana. Ela fez um trabalho de campo - coisa prática mesmo - e parece que isto tem ainda maior valia para quem sente o jornalismo na pele. A impressão que dá é que o jornalismo de balcão não é a mesma coisa. Ver pessoas, conversar, ouvir histórias, estar no local onde as coisas estão acontecendo, é diferente. E ela sentiu isto. "Me senti mais jornalista hoje", disse ela. Que assim seja sempre!!! Vamos viver nossas paixões em sua plenitude.

terça-feira, abril 26, 2011

Pedindo cancha


Na porteira do céu está o cantor Rui Biriva. E vem pedindo cancha, o mais bagual dos tradicionalistas, que nunca teve receio de ser divertido e ao mesmo tempo cultivar a tradição de seu povo. Desde o tempo do Tchê Loco - loco, mesmo, sem o "u", gravado num bolachão em 1986, o cara vem fazendo da estrada o palco de sua vida. Ontem à noite, a luz do paldo se apagou; mas não a do cara que fez a Castelhana ultrapassar os limites do Rio Grande do Sul. E que transformou a vida de campo em uma festança. Abram cancha rapaziada aí do céu, porque está chegando o bagual...

domingo, abril 17, 2011

Difícil de entender

Um animal defeca, vira e fuça no seu cocô; a gata vê seus gatinhos nascerem e, logo, come tudo aquilo que sai de sua barriga; outras coisas estranhas acontecem no mundo animal, mas nada é tão assustador quanto à capacidade de autodestruição do ser humano. Ele se mostra como coitadinho, como incapaz, como incompetente, quando, na verdade, é apenas preguiçoso. Falta vontade, garra; falta estabelecer metas; falta fazer valer a capacidade gigantesca que temos, e o livre arbítrio. O ser humano é tão forte, tão grande, pena que não sabe disto. Na maior parte das vezes se esconde em sua "pequinês" imaginária.

quinta-feira, abril 07, 2011

Assim caminha a humanidade

O dia 7 de abril seria um bom motivo para comemoração: é o Dia do Jornalista. Troca de homenagens, abraços, apertos de mão e até um lanche especial no jornal. Mas que nada. Tudo isto aconteceu, mas se sobressaiu uma barbaridade, que somente o ser humano é capaz de fazer. Uma criatura entra na escola e mata mais de uma dezena de crianças. São pequeninos que ainda poderiam sonhar, poderiam ser alguém e estavam buscando isto nos bancos escolares. Se foram sem dizer adeus. Viram a incoerência humana da forma mais bruta e radical, sendo as vítimas de um sistema que enlouquece qualquer um.
Vi a forte Dilma Rousseff se emocionar, marejar os olhos e chorar o drama das crianças. vi homens que tentaram salvar aqueles pequenos que agonizavam, mas de heroi tiveram só a vontade; vi que não somos nada, e que as crianças do Realengo tiveram o pior ensinamento que uma escola pode dar: a realidade da sociedade.

quarta-feira, abril 06, 2011

História triste em avião

Se você ainda não esteve no Nordeste brasileiro, vá. Lá tem lugares sensacionais, que justificam o investimento. Mas fique alerta quanto à alimentação. Nós, os gaúchos, ainda não estamos preparados para a quantidade de temperos e condimentos, que eles costumam colocar em tudo o que comem. Um exemplo clássico é um camarada que retornou no mesmo avião que eu, em viagem de férias a Porto Seguro. Ele não conseguiu se segurar e fez, na bermuda, o que deveria ter feito no banheiro. Coitado. Todo avião ficou sabendo. Além disto, ele ficou metade da viagem no banheiro. Uma lástima. Para não fazer o mesmo papelão, evite pimenta, gordura e exageros mais.

Geladeira vazia


Em conversa, no almoço dessa quarta-feira, conheci uma curiosa forma de evitar os excessos gastronômicos: manter a geladeira vazia. Se não há o que comer em casa, não se come, até porque sair para comprar dá uma leseira do caramba. Um copinho de água acaba resolvendo tudo e a vida segue na sua santa ordem. Pode não ser a solução mais adequada, mas é uma ideia.