quarta-feira, março 28, 2012

O frio é possível

Não é porque já passou que irei elogiar. Gosto, mesmo do verão. Pode dar 40ºC, o sol ser forte e tudo mais - não, não tenho piscina, nem fico os três meses quentes do ano em férias; mais, pouco vou à praia. Gosto do verão mesmo sabendo que irei ficar suado, que até pode parecer anti-higiênico, mas que tenho a garantia de não ficar com esta sensação de que o ar pode faltar. Isto que o inverno nem se apresentou ainda. Consigo, entretanto, tolerar o frio. Me agasalho ao extremo, me cubro com todas as cobertas possíveis e dou conta do recado com a temperatura de meu corpo. Consigo até aceitar e a passar a gostar do inverno se, do lado não estiver o vazio, se puder estar abraçado, tomando um vinho, assistindo um filme, quem sabe, comendo algo, e, ouvi outro dia, com a lareira acesa. Daí é pedir demais. O inverno, assim, ganha ares de verão no meu subcociente, que pode assimilar, de boa, todo o frio que ainda está por vir. Salve-salve a inverneira das noites de conchinha, das tardes sob os cobertores, dos vinhos de boa qualidade, do chocolate quente, e das boas companhias.

segunda-feira, março 26, 2012

Bairrismo ou BBBairrismo

É muito intrigante como nos tornamos bairristas em determinadas situações. Não sou o tipo de telespectador do Big Brother Brasil. Não que acredite que eles mereçam algum desprezo. Acho tudo válido - se não me acrescenta em nada, pelo menos pode me entreter. Pessoalmente, não gosto. O que acompanho é para não ficar por fora nas rodas de conversa e, nesta edição, porque divulgamos a presença do lajeadense Jonas Sulzbach, que tenho chamado de BBBonas.
Não conheço o cara, nem mãe, nem pai, nem nenhum Sulzbach da família. Acredito que o vi - quando esteve em Lajeado, no Natal, mas só de passagem. Então, podes se perguntar, qual seria o motivo de, além de estar assistindo partes do BBB estou escrevendo sobre o modelo. A explicação é aquela que a maior parte das pessoas diz não ter: o bairrismo. No caso, BBBairrismo. Passei a torcer por ele. Vibrei, durante a prova do líder, que poderia o colocar na final, em cada ponto que fazia. Detonei a loira e poupei o Fael, porque é amigo do BBBonas. Tudo em vão. Ele foi para o paredão. Tudo bem. Faz parte do jogo.
Bairrista? Eu? Sim. E daí? O cara pode morar fora, mas é daqui, cresceu aqui, viveu com os demais lajeadenses e está muito perto de se dar ainda melhor na vida. Torceria por outra pessoa por qual motivo? Sou um torcedor do BBBonas. Sobre o BBB, bom, se acabar depois desta edição, foi mais uma experiência da televisão. Outras tantas virão.

sexta-feira, março 23, 2012

Acreditar

Acreditar no seu potencial, na sua capacidade, naquilo que confia, no que pensa, no que defende. É o princípio para que os demais te levem em consideração, te respeitem, e mostrem que concordam, ou mesmo que são contrários ao que você pensa ou prega. O que não se pode é esmorecer. Se o coração não bate mais na mesma direção, outro caminho ele escolherá para bater; e o mais bacana é que sempre haverá alternativas viáveis para que ele consiga bater o suficiente para aquecer o corpo, bombar o sangue e te fazer feliz. Se este caminho não apareceu à sua frente, é porque ainda não está procurando o suficiente, ou porque não chegou o momento certo. Você não pode ficar esperando, como se estivesse no aguardo do ônibus do amor - até porque, se ele passar, não abrirá a porta -, mas ele, o sentimento que vai fazer teus olhos brilharem, certamente, um dia te achará. Quando este dia chegar você vai agradecer por ainda estar acreditando que uma nova vida é possível.

sábado, março 17, 2012

Quero ser o sol

Surpresas. Já devo ter escrito que elas me assustam. Pode parecer redundante, mas o fato é que realmente me surpreendem, me impressionam. Algumas são boas, excelentes, fazem nos sentir mais importantes, não para a sociedade, como autoridades ou personalidades conhecidas - daquelas em que o status é o mais importante -, mas para nós mesmos. E é isto que me importa. Quero ser o melhor para mim, quero vencer todas as batalhas a que me proponho, quero ser como o sol, que até se esconde atrás das nuvens, mas que nunca deixa de ser o astro rei e emanar o seu calor, que até aquece os demais, mas que vive de si para si.

domingo, março 11, 2012

A desaforada se vinga

Parece que ela leu o texto que escrevi sobre a sua capacidade de motivar, excitar, até comover, que a chamei de desaforada, além de abusar com um, quase chulo, "gostosa". Só pode ser esta a explicação, porque ontem ela se puxou, passou como a garota de Ipanema: cheia de graça, num doce balanço no caminho, desta vez, do céu. A situação é a seguinte: pessoas na piscina - que ainda estava com água quente, devido ao calor do dia - uma ceva bacana, daí, lá no horizonte, onde um morro dorme na tranquilidade do interior do Vale, uma claridade se apresenta. O que seria? Não há como ser movimento - como festa, esporte ou coisa assim -, afinal, naqueles confins nada poderia emanar tamanha luminosidade. Eis que aparece um risco sobre o morro. Amarelo queimado, quase mel, forte como um holofote, visível para todos, guerreira e querendo me mostrar que é muito mais do que gostosa e desaforada. O risco se transforma em uma gigantesca imagem de sua perfeição, demonstrando os detalhes de seu corpo como alguém que veste roupa branca e se molha, com o diferencial de que seu tom é amarelado - uma cor perfeita para o céu escuro cravado de estrelas. Ela ficou ainda melhor, ainda mais perfeita, detonando com aquela ode que fiz, fazendo ela se transformar em um mero elogio sem importância. Me rendo a sua beleza, a sua capacidade de nos deixar boquiabertos, ao seu tamanho e a sua pouco sutil forma de se mostrar. Salve, salve, lua, a rainha da noite.

sexta-feira, março 09, 2012

Gostosa e desaforada

Sair do jornal no início da madrugada me permite ver algumas situações e imagens interessantes. Nesta semana tive um destes privilégios. Estava na rua quando a vi. Ela estava um desbunde, um desaforo, a própria concepção afrodisíaca que eleva o ser, seu ego, e sua vontade de fazer algo. Linda, encorpada, com suas tradicionais curvas - verdade que, de longe, ela fica ainda mais linda, mas o que vale é a sensação que ela transmite. Estava lá na rua, radiante, brilhante, gigante, tentadora e debochada. E o melhor de tudo é que ela me acompanhou, andou comigo por onde eu fui, até me deitar e ela ali, do meu lado, como se viesse me dar um beijo de boa noite e um abraço carinhoso, e quem dera, muito mais do que isto. Acho sensacional e lua como estava nesta semana.