terça-feira, abril 15, 2014

Não gosto de eclipse

O mundo parou, mais uma vez, para ver o eclipse lunar. Na madrugada de hoje (15/04/2014) a lua avermelhou-se, ganhou tons diferenciados, enfim, teve as alterações peculiares para este fenômeno. Não gosto do eclipse. E daí que todo mundo acha interessante? Se assim for, não faço parte do mundo. Gosto da lua limpa, gigantesca, entre o branco e o amarelado, iluminando o alto do Jardim do Cedro. Gosto dela poderosa, incitando o ataque dos lobisomens, em meio aos vales, e o tesão - aquele, da lua cheia.
A lua é linda demais, poderosa, enigmática, deliciosamente misteriosa. Não vejo motivo algum para que fique escondida por qualquer outro astro. É a rainha da noite, como o sol é o poderoso rei do dia. Deixem a lua brilhar em sua plenitude, sem a maquiagem avermelhada, ou escura, pintada pela atrevida movimentação dos astros.

quinta-feira, abril 10, 2014

Expectativa

Crer que algo pode acontecer, fomentar expectativa, alimentar a ansiedade, olhar para o relógio que insiste em andar lentamente, dar eco ao som da consciência, são ações motivadoras. Nem tudo que se espera vira realidade, mas o que se concretiza tem um sabor de conquista, de realização, que é ímpar. Assim é com quase tudo na vida. A esperança de que algo de bom vai acontecer é vista no aguardo de uma oportunidade de emprego; na possibilidade de encontrar uma pessoa, que será a pessoa amada; na vontade imensa de trocar abraços, carinhos e beijos com aquele ser que tem lhe feito tão bem. Lógico que, em nenhum momento este ato de esperar pode ser traduzido como estar apenas na zona de conforto, deitado em berço esplêndido. A iniciativa é fundamental. Depois de colocar as cartas na mesa é que se cria a expectativa. "Será que sorte vai bater na minha porta?" Quem nunca entra na roda do jogo, jamais terá a chance de ganhar.

terça-feira, abril 08, 2014

Vontade de escrever

Este blog já teve diferentes finalidades.
Já o usei para informar - como um veículo de comunicação não oficial, sem a necessidade da atualização, mas mantendo uma rotina - e foi intenso. Eram muitas postagens diárias, com milhares de acessos ao mês e até publicidade, by Google.
Já o usei como diário, aproveitando o espaço aberto no mundo virtual para contar as peripécias de Marcio Souza.
Já o usei como confidente. Quando faltava alguém para conversar, eram estas delimitações de espaço e bites, que me permitiam externar o que se passava, principalmente, pelo coração - superexposição? pode ser, mas isto é problema meu e as consequências do escrito recaem sobre mim - sejam boas ou ruins.
Hoje, depois de muito tempo inerte, deu uma grande vontade de escrever. Fiquei com medo. Não tenho intenção de informar - se quiserem ficar sabendo do que acontece no Vale do Taquari, Brasil e mundo, acessem www.informativo.com.br -, mas não passa pela minha cabeça voltar a transformar este espaço em diário - pelo menos não, agora. Será que é uma fase de externar sentimentos? Tenho certa dificuldade em reconhecê-los, em entendê-los, em aceitá-los. E isto nada tem a ver com as experiências que tive (foram, ao seu tempo, todas sensacionais), apenas uma certa deficiência emocional, que a razão poderia sobrepor, me tornar frio e acabar com este inconveniente.
O fato é que a vulnerabilidade me faz buscar respostas. A maior dificuldade, entretanto, é que não sei para quais perguntas preciso de respostas. Somente sei que escrever me faz muito bem, mesmo que seja para dizer que não sei o motivo que me leva a arriscar pelos perigos, que o amontoado de palavras pode significar.
Enfim, está reiniciado um período de exposição marciosouzana.