quarta-feira, julho 22, 2015

Sou fã de Marcel Stürmer!

As pessoas que me conhecem sabem que sou o maior fã dos meus amigos. Sinto-me muito orgulhoso quando os vejo vencendo em suas áreas, conquistando seus objetivos profissionais e pessoais. Emociono-me quando um deles vêm feliz dizer que deu tudo certo: "Passei de primeira na auto-escola", "Estou namorando aquela gata que sempre sonhei", "Vou me formar", "Passei no concurso e vou para o emprego que sempre quis". É como se eu pudesse comemorar junto, como se fosse uma conquista minha, também.
É evidente que nunca deixo de lutar por meus objetivos, nunca abandono as minhas vontades, nem os meus sonhos, mas isto não impede de ficar feliz e ter orgulho alheio. Busco vencer meus desafios, enfrentar meus monstros e derrubar as barreiras, que aparecerem pela frente; e também divido as conquistas com as pessoas que gosto.
Agora, um cara que não é meu amigo (nunca falei com ele pessoalmente) foi protagonista de uma conquista inédita, no Pan-Americano do Canadá, e a sensação que tive foi muito semelhante à percebida nas vitórias daqueles que conheço. Marcel Stürmer foi medalha de ouro - pela quarta vez consecutiva. Ficaria feliz de qualquer forma, afinal, é um brasileiro no alto do pódio, mas ele é daqui. Viveu percorrendo as mesmas ruas que percorremos; estudou no colégio que vemos, quase todos os dias; tem família em Lajeado e, quando pode, aparece para rever os amigos.
E, mesmo nunca tendo falado com Marcel, sei do seu esforço, do que abriu mão para conseguir ser um vencedor. Pode ter perdido a chance de brincar com os colegas, enquanto tinha que treinar; pode não ter tido a adolescência maluca que a maior parte dos jovens tem, porque tinha que treinar; pode ainda não ter realizado alguns de seus planos de vida, porque tem que treinar; mas todos que fizeram, o que ele pode ter deixado de fazer, não têm como dizer que integram a história do esporte brasileiro e mundial. Pode até não ser o objetivo deles, mas foi o de Marcel e ele conquistou.
Sou fã de quem luta! Sou fã de quem insiste e vence aos outros e a si! Sou fã de quem não se envergonha de suas origens (já o vi falando várias vezes que é natural de Lajeado)! Sou fã de Marcel Stürmer!

quinta-feira, julho 16, 2015

Onde está o gostoso astro-rei?

Poucas imagens são tão sensacionais quanto o nascer e pôr do sol. Ficar sentado sobre as pedras, ouvindo as ondas do mar, e ver o astro-rei sumir no horizonte é empolgante; arrepia, excita, emociona. Ele aquece o corpo, esquenta a alma, seca as lágrimas e transforma a escuridão da noite num esplendoroso dia. Mais do que um elemento do sistema solar, ele é o balizador de que mais um período está se acabando, que é chegado o momento de pensar como será o dia seguinte.
Diferente da lua, com seu atrevimento, ostenta o fato de que ninguém consegue chegar até ele; não há como alguém repetir, em seu solo (se é que existe) o que Neil Armstrong disse ao pisar no solo lunar: "Um pequeno passo para um homem, um salto gigantesco para a humanidade". Ele é potente, valoroso, necessário e deixa uma saudade gigantesca. Onde está você, astro-rei? Volte, sol! Estamos com saudade!

segunda-feira, julho 13, 2015

Em busca da liberdade

São 17h de um sábado qualquer. A fila, em frente às salas de cinema, dá a impressão de que o filme se trata de um fenômeno de bilheteria. Adultos são poucos. A maior parte é de adolescentes influenciados pelo autor do livro, que originou o filme, e pela beleza dos artistas que fazem o "casal romântico".
O filme é Cidade de Papel, mas poderia ser qualquer outro. A intensão de fazer este programa se aproxima do objetivo de uma corrida em busca da liberdade. É ali, no escurinho do cinema, que o proibido se torna possível; que o escondido deixa de ser crime, pois todos, na escuridão, estão "escondidos".
É este o momento que os jovens casais têm para se encontrar sem se preocupar com a presença de outras pessoas - quer seja pela timidez, quer seja pelo olhar condenatório dos demais. E assim estavam dois pares, na última fileira. Antes mesmo de iniciar o filme, já haviam se posicionado de forma que pudessem trocar carícias e ficar bem pertinho. Os estalos dos beijos eram audíveis a pelo menos duas filas de cadeiras à frente.
Se acendesse a luz seria possível ver corações saindo das unidades que formavam, tamanho era o sentimento que demonstravam. Eis que começa o filme. O casal, aparentemente, mais velho para de trocar beijos, se vira para o telão e fica abraçadinho, trocando carinho com as mãos e, eventualmente, um bicotinha - só para não perder a prática.
Os mais novinhos, que devem ser tolidos no dia a dia, viram naquela a única oportunidade, e não pararam os beijos, Ficaram do primeiro ao último minuto com lábios colados - no mesmo ritmo, com a mesma intensidade, com a mesma vontade. Não viram o filme; não sabem como começou, muito menos como terminou, mas sabem que valeu muito a pena ter pago aquele ingresso; e não sabem, que ver o romantismo real deles foi muito melhor do que o romantismo fictício do telão.
E viva o escurinho do cinema, onde Rita Lee chupou drops de anis, onde pode se viver o sentido do amor, sem o pejorativo, sem a banalização, mas com sentimento - como o casal beijoqueiro, que em momento algum foi vulgar; que não faltou com o respeito, nem a si, nem aos demais; que viveu uma bonita cena, em que as mãos se controlaram, que o carinho foi feito com a inocência de quem gosta; e que só foi em busca de um espaço para conquistar a liberdade sem o olhar promíscuo dos adultos, que enxergam maldade, onde ainda não tem.

sexta-feira, julho 10, 2015

Não gosto de festa junina

As festas têm origem na homenagem a três santos católicos: Santo Antônio (13/06), São João (24/06) e São Pedro (29/06). A reverência a estes homens, que ganharam a titulação, por certo, por sua benevolência durante a passagem pela terra, acabou virando uma grande farra - uma forma da igreja ampliar a arrecadação e atrair mais fiéis.
No Brasil, o jeito caipira de ser, passou a ser o principal ornamento deste festejo. São feitas comidas típicas do interior e que agradam ao paladar de quase todos. E como inverno é, pelo menos no Rio Grande do Sul, um dos astros é o quentão. Aquece a alma e, acredito, até o santo que é lembrado no dia.
Tudo é alegria. Ops! Acho que não. Acompanhando tudo que vejo de fotos sobre Festa Junina, as brincadeiras, quadrilha, músicas,... chego à conclusão de que não gosto de Festa Junina. Não curto estragar minhas roupas pondo remendos, não gosto de riscar o rosto fingindo uma barba que não gosto de ter, acho feias as meninas com as maçãs do rosto rosadas e pingadas com caneta, sem contar os vestidos feios pra caramba, que cobrem pouco além da bunda.
Entendo a realização desta folia, respeito e até já me diverti em uma ou outra, mas não sou a melhor companhia para pular a fogueira, para dançar a quadrilha e muito menos para comer a cocada,

terça-feira, julho 07, 2015

A mídia do mal

Todos os dias, os veículos de comunicação trazem mais informações sobre os desvios e a corrupção na Petrobras. A maior estatal brasileira se vê imersa em um lamaçal sem precedentes. E, ao que tudo indica, é apenas uma pequena demonstração das barbáries feitas na empresa que dá a garantia de que o "petróleo é nosso". Depois de tantas denúncias, fica muito prejudicada no mercado, perdendo valor e tendo que reduzir investimentos. É. Parece que a mídia é mesmo tendenciosa e arquiteta o mal para o país.
A última frase é sarcasmo. É apenas uma alfinetada em quem acredita que mídia boa é a que divulga apenas o que se gosta de ouvir. Isto acontece, principalmente, com quem faz parte de administração pública. Em um café da manhã, promovido pelo Observatório Social de Lajeado, tive a oportunidade de falar sobre isto. Se o jornal, ou telejornal, fala algo bom do poder público é porque é vendido, já bradam: "imprensa marrom"; se escreve algo contra é porque é da oposição, porque não quer ver o crescimento da cidade, estado ou país.
A mídia não é inocente, mas o que faz ao mostrar o que, de fato, está acontecendo é um serviço ao seu cliente (leitor, telespectador, ouvinte, internauta). É a partir destas informações que poderá tomar decisões, sobre a forma que irá agir, em seu empreendimento ou em sua casa.
O caso vivido, atualmente, pelo Brasil é um exemplo clássico. Muitos condenam os veículos de comunicação por alardearem as consequências da crise sentida em todos os setores da sociedade. São os comunicadores, portanto, seres do mal; quando, no ano passado, em período eleitoral, esconderam todas estas dificuldades, que já eram previsíveis, ninguém os condenou. Se houve erro da mídia foi por omitir, em 2014, que 2015 e 2016 seriam anos de terror na economia. E quem pensa que é exagero - a palavra terror - deve se ater mais aos números e às medidas que vem sendo tomadas pelo governo. Está ruim e vai ficar bem pior.

domingo, julho 05, 2015

A capacidade de sentir

A profissão jornalista é como um sonho recheado com muito doce de leite. Ocorre que no lugar do adocicado recheio, existe uma série de histórias e imagens que comovem - umas pelo teor dramático, outras pela singeleza. Com o tempo, aqueles que se julgam mais profissionais, se orgulham de ter se acostumando e, por isso, perderam um pouco do lado humano, que é capaz de se emocionar com estas situações.
Quero morrer jornalista sem perder a capacidade de surpreender-me com a vida, com os seres humanos, quer seja pelo lado bom ou ruim. Quero ver correr uma lágrima ao ver situações corriqueiras, mesmo que esta lágrima insista em esperar o trabalho encerrar para escorrer pelo rosto. Quero ver Toy Store e me emocionar com o momento de despedida entre o adolescente e seus brinquedos.
E não se trata, no exemplo dado, de uma supervalorização dos brinquedos, como algo material. O que ocorreu, ali, foi o encerramento de um ciclo muito importante para a vida do cidadão. É uma despedida, um adeus aos parceiros (muitas vezes, os únicos), aos que permitiram viajar por muitos lugares, viver diferentes personagens, sem sair do quarto.
Todos passamos por isto. A vida é uma sequência de despedidas: dos brinquedos, dos amigos, dos familiares, dos colegas de trabalho. O mais importante são as boas lembranças que levamos de todos e a capacidade de nos colocarmos no lugar de cada um - como no lugar do adolescente, do filme, ao despedir-se dos amigos-brinquedos.

quinta-feira, julho 02, 2015

O fundamento da tecnologia

Os avessos às modernidades costumam condenar os avanços tecnológicos. Dizem que vieram para acabar com o hábito da leitura, por exemplo - o que me parece uma bobagem, pois você está lendo em plataforma evoluída tecnologicamente. Acabam por criar argumentos de ataque ao mundo virtual, mas fogem da dura realidade do mundo real.
O que seria mais interessante é a adaptação à tecnologia, fazendo com que ela se torne útil ao ser humano, não apenas como forma de informação ou entretenimento. Ela pode orientar, ajudar, ser parceira. Meu celular fez isto, ontem. Optei por ir para o trabalho  ônibus e, dentro do coletivo, o barulho costuma ser alto, então, aumentei o volume do celular, que tocava rádio. O aparelho, logo, avisou que volume alto pode prejudicar meu sistema auditivo. É a tecnologia fazendo o seu papel social.  E aí, vai ser contra?