sábado, julho 17, 2010

Função social

Não acho que o jornalismo tem alguma função social, além da que lhe é dever: informar. Não há, hoje, maior arma do que a informação. Então, quando o jornalismo é bem praticado, a função social das empresas de comunicação está completa. Agora, quando é possível casar ação social com a imprensa o casamento sempre sai bem feito. Exemplo disto é a campanha de arrecadação de cobertores que o jornal O Informativo começou nesta semana. Tudo foi motivado por uma matéria do jornalista Anderson Pereira,que evidenciou a triste realidade de uma família. Não personalizando este post, gostaria que todo amigo e leitor fizesse a sua parte. Doe um cobertor para nossa campanha. Vamos fazer o nosso povo sofrer menos com o rigor deste inverno. Desde já agradeço aos que ajudarem.

terça-feira, julho 13, 2010

Surpresas

Não sou do tipo que gosta de surpresas. Mas algumas são mais do que surpreendentes, são especiais. São pinceladas que damos na pintura que é nossa vida, que nem parecem ser verdade. É como se o sonho das melhores noites de sono tivesse condições de se materializar, ganhar vida, transformar tudo o que por um momento parecia inatingível em algo palpável. E por mais repentino ou afoito que possa parecer, é concreto, como a base que serve de alicerce para os grandes prédios. Revejo, assim, meu conceito sobre surpresas. Elas podem ser bem agradáveis e mudar nossa vida.

Frases célebres

"A preguiça é a mãe do progresso. Se o homem não tivesse preguiça de caminhar, não teria inventado a roda."
"Ah, esses moralistas... Não há nada que empeste mais do que um desinfetante!"
Mario Quintana

Está frio

Está frio. No pescoço uma manta de lã espanta a chance de um resfriado inesperado. O corpo aquecido com as roupas mais diversas, que a falta de coerência em relação à moda pode ditar; os pés, como sempre, gelados, até suados, como se tivessem participado de uma maratona. A cabeça já está em casa, num chuveiro quente a espera de uma noite de sono tranquilo e mais do que agradável. Pobre de quem realmente é pobre, de quem tem o céu de estrelas como teto, de quem se cobre com folhas de papelão, de quem vive a mercê da ajuda alheia para se alimentar. E há gente que tem tudo que tenho, ou que tem mais do que tenho, e ainda reclama. Hipócritas.

segunda-feira, julho 12, 2010

Indignar-me

Queria ser mais burro. Não em se tratando de QI, até porque acho que tenho um bastante baixo, mas na capacidade de indignar-me com as situações da vida. Tenho a capacidade, como diz um amigo que admiro muito, de me manter em meio ao caos, mas isto não quer dizer que deixo de indignar-me. Trituro o coração; faço moído de estômago; devo logo ser cardíaco ou ser presenteado com uma úlcera, pois costumo guardar toda a ira dentro de mim. Queria conseguir ver as coisas acontecendo e não me irritar com elas; ver os erros e pensar que são coisas de seres humanos e não de relapsos; ver a vaidade das criaturas mortais, bípedes, ditas racionais, extrapolar o imaginável e não achar isto uma babaquice; queria ser menos crítico, saber elogiar mais e viver bem com os elogios. Seria tão bom. Enquanto isto indigno-me até mesmo com minha facilidade em indignar-me.