terça-feira, setembro 20, 2011

A ordem das coisas

A vida pode ser vivida das formas mais diferenciadas. Existem aqueles que andam de maneira formal, como se fossem à missa de domingo todos os dias; existem outros que andam maltrapilhos por opção, não tomam banho e fumam maconha; existem os que se encaixam no perfil de uma grande massa, que são comuns, usam roupas quaisquer e estão por aí a vagar pela humanidade; existem os modelinhos, que vestem roupas da moda e mais parecem manequins de lojas. Todos os seres, entretanto, vivemo de uma maneira que atendem uma ordem natural. As pessoas nascem, crescem, vivem e morrem. Por isto, talvez, seja muito difícil de aceitar qualquer inversão na ordem dos acontecimentos. É muito chato perder alguém, por exemplo. Mas imaginem quando a ordem está invertida, quando pais perdem um filho. Não é natural, normal. O juízo diz que quem nasceu primeiro tende a ir primeiro. Indiferente da ordem, o sentimento de posse e de carinho que tenho pelos seres me faz ficar triste demais com a ideia da perda, que um dia irá acontecer.

domingo, setembro 11, 2011

Batizado, o Chico

Thales. Este é o nome do meu novo afilhado. É uma figura. Para se ter uma ideia, quando iria receber o sinal da cruz com óleo e tal, estava mamando, abraçado no peito de sua mãe, a Daiane. Bom, deve ter estranhado o Chico no título. É que ele ganhou este apelido. É Chico e pronto, sem explicação. Foi muito bom rever os amigos e assumir o compromisso de ser dindo. A foto é de quando era menor. Agora está com 10 meses.

segunda-feira, setembro 05, 2011

Uma noite - quatro vidas

Eram 23h de sexta-feira. Faltavam duas, das 88, páginas para encerrarmos mais uma edição do jornal O Informativo, quando uma ligação muda a rotina daquela noite, que se apresentava como tranquila. Era o editor de polícia anunciando um acidente com possível gravidade na BR-386. A movimentação das ambulâncias era grande e a constatação foi rápida e óbvia: era de grande vulto o que tinha acontecido na rodovia. Chamamos a fotógrafa e eles se dirigiram para o local: o histórico e sangrento quilômetro 304, na cidade de Pouso Novo. O local é acidentado, com jeito serrano e tomado de curvas perigosas. A primeira impressão é de que teríamos que segurar a edição um pouco. Eles chegariam lá, fariam foto, pegariam dados e logo retornariam. Ledo engano. Quando passaram pelo pedágio receberam a informação de que ônibus, caminhão e carro se envolveram em acidente que resultara em 18 mortes. Ora, foi preciso mudar tudo; chamar o plantonista; agir. Troca página de lugar, libera o que é possível e deixa reserva para esta notícia que, certamente, atrairia a atenção dos leitores, no dia seguinte. Capa, páginas 2 e 3. Afinal, tratava-se de mais um triste acontecimento na história de cobertura jornalística destes profissionais, mas que teria repercussão incalculável. Ao chegar lá a constatação mais amena, mas não menos trágica, de que seriam pelo menos quatro mortos. No carro, em meio às ferragens, sob um caminhão, um menino de 15 anos falava, mostrava que era preciso as equipes de socorro agirem rápido. Havia uma vida que poderia ser salva, em meio a tanta desgraça. Pega dados, elabora textos, faz fotos, e comemora: o menino foi salvo. Mas aí o relógio já marcava 3h15min. A noite, que costuma ser uma criança, já passava da metade e todos torcíamos por um adolescente, que nem sabíamos o nome. O retorno complicado, a montagem das páginas, a revisão e posterior impressão fez com que O Informativo chegasse mais tarde na casa das pessoas, mas completo, com a tradicional seriedade, e atualizado, como poucos. Respeito ao leitor, compromisso com a profissão e a valorização do excelente trabalho feito pelos colegas. Por isso atravessamos a madrugada e, quase, completamos 24 horas acordados. Espero, sinceramente, que tenhamos atendido às expectativas daqueles que confiam em nosso trabalho.

Desfile cívico

Sábado tive a oportunidade de reviver uma situação sobre a qual nem imaginava passar novamente. Participei de um desfile cívico, em Lajeado. Representando o Jornal O Informativo, com Ivone Villa, e Carlos Vogt, pela TV Informativo, tive a oportunidade de mostrar o quanto gosto deste país. É emocionante ver as pessoas paradas, nas calçadas, assistindo e batendo palmas para nós, que somente passávamos como caminhantes, mas que levávamos no peito uma simbologia gigantesca. Lógico, que devem ter se empolgado muito mais quando viram passar tanques de guerra do Exército brasileiro, mas isto somente faz parte do imaginário e da empolgação a que estamos, como seres humanos, sujeitos a vivenciar e deixar transparecer. O mais importante, para mim, foi dar um pouco do meu dia para o meu país. Já me serve.