terça-feira, novembro 01, 2011

Saudades

Existem pessoas que fazem a diferença em nossa vida. São elas que, quando chega finados, nos voltam na memória e nos fazem pensar em tudo o que estamos fazendo, o quanto e o que queremos. Algumas delas já não estão entre nós. Poderia citar várias delas, mas gostaria de ressaltar uma em especial: Manuela Marmitt, Dona Nena, ou, para mim, Vó Nena. Ela se foi quando tinha 92 anos. Diziam: "Ela já era velhinha", como forma de minimizar minha dor, quando recebi a informação de que havia sido encontrada morta, no chão. Creio que não sofreu em sua partida; que ela já imaginava que isto iria acontecer; que sabia que seus dias estavam contados, quando parava na janela, com os dedos meio curvados, abanando até que eu saísse de sua visão. Figuraça. Talvez tenha partido naquela manhã, porque sabia que isto poderia acontecer um pouco mais tarde, quando estivesse lá com ela. Era sexta-feira, sempre ia lá para almoçarmos. Naquele dia o almoço foi indigesto, sem ela, mas com muitos me acalentando. Apesar de todas as tentativas de ser racional, foi meu lado emocional que floresceu; me entreguei; me mostrei; enfraqueci. Era um encontro semanal, alguns minutos, muitas histórias - a maior parte repetida - e muitas, mas muitas e largadas risadas. Até hoje, 11 anos passados, me recordo, falo, e uso muito do que ela dizia. Era mais do que uma vó. Era uma velhota pra frente, hiperativa, que gostava da vida e de cuidar de suas galinhas. Vó Nena, às vezes, não entendia como eu estava lá no rádio e na frente dela ao mesmo tempo; não dava bola pra isto; tinha maior orgulho do seu neto, queria vê-lo vencer, prometia dar o sapato para o dia da formatura - não viu, de corpo presente, a formatura, mas tenho certeza de que estava lá, dando risadas encantadoras, como sempre.

sexta-feira, outubro 14, 2011

Posso ressucitar

Estou apto à ressucitação. A constatação não me parece real pelas minhas qualidades, que estão distante anos-luz do Cristo - nem quero incorrer em blasfêmia -, mas por ter chegado à idade do Cara. São 33 anos. Foram bem vividos? Acredito que sim. Poderia ter feito outras coisas; poderia ter feito outras escolhas; poderia nem ter feito tudo que fiz; de fato, poderia. Talvez fosse outra pessoa; estivesse em outro lugar; conhecesse seres diferentes dos que conheço e admiro hoje. Tudo "se". Se não fizesse isto, se optasse por aquilo, se, se, se,... É possível que eu me arrependa da forma como tenha conduzido algo nestes 33 anos. Por certo, porém, se fiz algo errado foi porque tive coragem de fazer, então isto deve ter servido de aprendizado. Me serve para deixar de lado o arrependimento e transformar esta ação em vivência. Sei que ainda tenho muito o que fazer. Sei que ainda tenho muito o que aprender. Sei que algo posso ensinar. De tudo o que passei, me orgulho. Me orgulho de minha família, dos amigos que conquistei, dos trabalhos e desafios aos quais me sujeitei e de tudo que ainda terei coragem de fazer. Entendo que meu nome é comum, mas mesmo assim estou fazendo a minha parte para deixar ele guardado na história - sem ter que ser pregado na cruz, nem passar por todo o sofrimento de Cristo, porque Ele é único. Enfim, numa avaliação dos 33 anos me cabe agradecer a Deus, à minha família, aos meus amigos, porque todos foram e serão importantes. Ralo pra caramba, mas sei que muitos gostariam de estar no meu lugar. E faço isto não para aparecer, mas porque me sinto bem trabalhando assim, e porque posso servir de exemplo para muitos outros. E vou continuar enquanto tiver saúde e ombros que me ajudem e caminhar.

sábado, outubro 01, 2011

Desafios

Nunca tive medo de enfrentar desafios; poucas vezes, porém, me atirei a eles por vontade. Foi necessidade ou circunstância. Também não fui de estabelecer metas pessoais audaciosas. Agora, é diferente. Mergulhei em um desafio bem audacioso, vou precisar de apoio, coragem, mas, acima de tudo, de muito trabalho; vou vencer e o resultado vai ser a conquista de uma meta bem audaciosa. Não só pela conquista, não só pelo pessoal, mas por um bem maior que julgo ser muito importante.

Uma noite daquelas

No palco, Serginho Moah, sem Papas, mas com um som bom demais; na pista eletrônica, uma sonzera na picape do Breno e do Santana; tinha pagode e muita música, mas o mais bacana foi fazer a festa com Gords, Natália, Leleco, Filipe e Perdiga. A Sprits de sexta-feira estava excelente. Rever amigos, ouvir um bom som, estar perto de pessoas legais em um bom ambiente. É bom demais!!! Nem a chuva, ou a possibilidade dela, assustou.

terça-feira, setembro 20, 2011

A ordem das coisas

A vida pode ser vivida das formas mais diferenciadas. Existem aqueles que andam de maneira formal, como se fossem à missa de domingo todos os dias; existem outros que andam maltrapilhos por opção, não tomam banho e fumam maconha; existem os que se encaixam no perfil de uma grande massa, que são comuns, usam roupas quaisquer e estão por aí a vagar pela humanidade; existem os modelinhos, que vestem roupas da moda e mais parecem manequins de lojas. Todos os seres, entretanto, vivemo de uma maneira que atendem uma ordem natural. As pessoas nascem, crescem, vivem e morrem. Por isto, talvez, seja muito difícil de aceitar qualquer inversão na ordem dos acontecimentos. É muito chato perder alguém, por exemplo. Mas imaginem quando a ordem está invertida, quando pais perdem um filho. Não é natural, normal. O juízo diz que quem nasceu primeiro tende a ir primeiro. Indiferente da ordem, o sentimento de posse e de carinho que tenho pelos seres me faz ficar triste demais com a ideia da perda, que um dia irá acontecer.

domingo, setembro 11, 2011

Batizado, o Chico

Thales. Este é o nome do meu novo afilhado. É uma figura. Para se ter uma ideia, quando iria receber o sinal da cruz com óleo e tal, estava mamando, abraçado no peito de sua mãe, a Daiane. Bom, deve ter estranhado o Chico no título. É que ele ganhou este apelido. É Chico e pronto, sem explicação. Foi muito bom rever os amigos e assumir o compromisso de ser dindo. A foto é de quando era menor. Agora está com 10 meses.

segunda-feira, setembro 05, 2011

Uma noite - quatro vidas

Eram 23h de sexta-feira. Faltavam duas, das 88, páginas para encerrarmos mais uma edição do jornal O Informativo, quando uma ligação muda a rotina daquela noite, que se apresentava como tranquila. Era o editor de polícia anunciando um acidente com possível gravidade na BR-386. A movimentação das ambulâncias era grande e a constatação foi rápida e óbvia: era de grande vulto o que tinha acontecido na rodovia. Chamamos a fotógrafa e eles se dirigiram para o local: o histórico e sangrento quilômetro 304, na cidade de Pouso Novo. O local é acidentado, com jeito serrano e tomado de curvas perigosas. A primeira impressão é de que teríamos que segurar a edição um pouco. Eles chegariam lá, fariam foto, pegariam dados e logo retornariam. Ledo engano. Quando passaram pelo pedágio receberam a informação de que ônibus, caminhão e carro se envolveram em acidente que resultara em 18 mortes. Ora, foi preciso mudar tudo; chamar o plantonista; agir. Troca página de lugar, libera o que é possível e deixa reserva para esta notícia que, certamente, atrairia a atenção dos leitores, no dia seguinte. Capa, páginas 2 e 3. Afinal, tratava-se de mais um triste acontecimento na história de cobertura jornalística destes profissionais, mas que teria repercussão incalculável. Ao chegar lá a constatação mais amena, mas não menos trágica, de que seriam pelo menos quatro mortos. No carro, em meio às ferragens, sob um caminhão, um menino de 15 anos falava, mostrava que era preciso as equipes de socorro agirem rápido. Havia uma vida que poderia ser salva, em meio a tanta desgraça. Pega dados, elabora textos, faz fotos, e comemora: o menino foi salvo. Mas aí o relógio já marcava 3h15min. A noite, que costuma ser uma criança, já passava da metade e todos torcíamos por um adolescente, que nem sabíamos o nome. O retorno complicado, a montagem das páginas, a revisão e posterior impressão fez com que O Informativo chegasse mais tarde na casa das pessoas, mas completo, com a tradicional seriedade, e atualizado, como poucos. Respeito ao leitor, compromisso com a profissão e a valorização do excelente trabalho feito pelos colegas. Por isso atravessamos a madrugada e, quase, completamos 24 horas acordados. Espero, sinceramente, que tenhamos atendido às expectativas daqueles que confiam em nosso trabalho.

Desfile cívico

Sábado tive a oportunidade de reviver uma situação sobre a qual nem imaginava passar novamente. Participei de um desfile cívico, em Lajeado. Representando o Jornal O Informativo, com Ivone Villa, e Carlos Vogt, pela TV Informativo, tive a oportunidade de mostrar o quanto gosto deste país. É emocionante ver as pessoas paradas, nas calçadas, assistindo e batendo palmas para nós, que somente passávamos como caminhantes, mas que levávamos no peito uma simbologia gigantesca. Lógico, que devem ter se empolgado muito mais quando viram passar tanques de guerra do Exército brasileiro, mas isto somente faz parte do imaginário e da empolgação a que estamos, como seres humanos, sujeitos a vivenciar e deixar transparecer. O mais importante, para mim, foi dar um pouco do meu dia para o meu país. Já me serve.

sábado, agosto 27, 2011

Padrinho


Recebi, recentemente,e aceitei, é claro, o convite para ser dindo novamente. Mais um garoto. Agora, o filho da minha amiga Daiane. Ela está morando em Tabaí e o batizado será no dia 10 de setembro. Bom demais receber este tipo de convite e depois acompanhar o crescimento dessas pessoinhas incríveis. É o caso do meu afilhado, Gu. A figura é muito engraçada, e ouvir ele chamar de dindo é bem show. Você vê ele na foto, só que está maior.

Rede Social

Devo ser uma pessoa muito bonita, que instigue nos seres o ímpeto da paixão - não que me considere. É apenas uma inferência sobre o que tenho visto nas redes sociais. Abro o tal de Facebook e uma menina questiona se sou solteiro; nem bem lê a resposta já faz a sua segunda investida: "Me manda teu telefone ou MSN". Ah, como diz meu amigo Paulo Mulinari, "Tenha a santa paciência".Querer conversar com alguém, fazer uma amizade, conversar, trocar ideias... é tudo muito bacana, entretanto, deve haver limites - pessoais, não externos.

Público

Sei que muitas pessoas passam por aqui - vejo pela avaliação estatística que o Blogger disponibiliza. Também sei que tenho escrito pouco, mas ninguém tem ideia do quanto estou em atividade. Editor do jornal O Informativo (Lajeado), coordenador do jornal Nova Geração (Estrela), comentário e programa Classivale Imóveis na TV Informativo (Lajeado), site www.revistaleite.com.br; segunda edição na versão impressa da Revista Leite, Twitter, Facebook, e, muito raramente, blog. Sei que o Emilio Rotta, o pai da Sara, é o cara que costuma se manifestar, querendo fazer com que Ermilo Drews - ao qual me rendo à qualidade textual - e eu escrevamos. Pois descobri que existe outro ser que passa por aqui: meu amigo e irmão, Jerônimo Mulinari. Me cobrou, noutro dia, o porquê o blog não estava atualizado. Fico feliz, na verdade, por saber que pessoas esperam algo de mim.

segunda-feira, agosto 01, 2011

Um abraço

Feliz ideia teve o marqueteiro político (sei que o pessoal do marketing não gosta muito deste termo, mas é o que, aos leigos, melhor definie a função), que ensinou os candidatos e pessoas ligadas à área a abraçar. É verdade, que muitos ficaram no tapinha nas costas, que serve como meio abraço. Eles consegue passar maior segurança, proximidade - mesmo - àqueles que estão vendo pela primeira vez.
Afora o abraço do político, que é cheio de interesse, nem sempre com boas intenções, existem outros abraços que cativam, emocionam, motivam. A vontade é dizer o quanto é legal o toque do abraço, o sentir a pele e o peito de quem se abraça, ouvir o coração fazer o seu tum tum frenético, enfim, saber que é dado com carinho e sinceridade. Indiferente da situação, distribua abraços, cumprimentos, boas palavras e sorrisos. Seus dias vão ficar bem melhores.

sábado, julho 30, 2011

Caminhos


Uma dia alguém diz para minha dinda: "A senhora tem que vir em nossa igreja, porque lá estamos no caminho de Deus". Diplomática, a madrinha solta: "Não se preocupe, pois estamos cada um indo no seu caminho até Deus". Então, a pessoa que se julgava o ser do passo certo continua seu intento: "Não. O existe apenas um caminho para chegar ao Senhor". Abandonando a característica apaziguadora, a dinda completa: "Se existe somente um caminho, é o meu".
O relato sobre os caminhos da dinda (de quem tenho grande saudade) só foi mote para tratar sobre os caminhos que seguimos em nossa vida. Na maior parte das vezes, pouco ligando se eles levam ao Senhor, mas preocupando-nos como o presente, com o agora. E para falar a verdade, são tantas encruzilhadas que se apresentam todos os dias, que não consigo entender como alguém consegue se elaborar planos a longo prazo. São decisões sobre seu trabalho, que podem se transformar no ápice do crescimento de sua empresa ou na sua derrocada; mas as mais difíceis são as pessoais. Elas mexem com teu coração, teu corpo, tua mente, e até teu bolso. Estar ciente de que o caminho é certo, estar gostando do que se está fazendo, é bom demais.

sexta-feira, junho 24, 2011

Revista Leite

Pessoal, logo todos vão poder conferir um trabalho primoroso que questamos fazendo. São quatro cabeças (ou tetas, como costumamos dizer) se dedicando para formatar um veículo de comunicação direta com a cadeia leiteira. Já vi algumas páginas e posso adiantar: está um material de luxo. Vale a pena conferir! Enquanto isso, passe lá no site http://www.revistaleite.com.br

quinta-feira, junho 16, 2011

Em busca da felicidade

No último fim de semana assisti ao filme Em Busca da Felicidade, com Will Smith. Há tempo queria ver - cheguei até cogitar um momento cinema dramático com o pessoal, mas nunca rolou. Tratando sobre a história, tem base na vida de um americano, que faz de tudo para garantir seu crescimento profissional e o sustento de seu filho. Fica explicito o embasamento na vida cotidiana, pois ele comete erros, que muitas vezes cometemos, dando preferências para esta ou aquela ação. Isto acontece por falta de foco. Se queremos uma coisa, devemos segui-la com o máximo de vontade possível. No final da história, o cara consegue dar um bom andamento para sua vida - aliás, excelente. Na nossa, nem sempre ocorre isto. É sempre bom ficar atento aos seus objetivos para que não seja perdido tempo e criados contratempos no meio do caminho.

quarta-feira, maio 18, 2011

Excesso de redes

Não dá. É muita rede social. Não dou conta de todas elas.É receber os novos amigos - pessoas que nunca vi - no Orkut; compartilhar, curtir, postar, vasculhar o Face - íntimo; tuitar, lançar muitas ideias em poucos caracteres. Além disso, tem o blog, o tuiter do jornal, o site, meu Deus. Outro dia - há mais de um ano - alguém diz: "Faz um Badoo". Tentei. Não entendi. O negócio, primeiro, pareceu ser apenas um lance para lances; depois questionou meu sexo: cliquei masculino. O sistema do Badoo colocou que eu estava a procura de pessoas masculinas. Então mudei para feminino. Então ele colocou que eu era uma menina. Desisti. Badoo, vai catar coquinho. Alguém poderia eliminar uma série destas redes para que eu consiga atender os seguidores, amigos, fiéis, ou sabe Deus que nome vem por aí. Deixem só as úteis ou façam como o Badoo, me excluam antes de conseguir entrar.

segunda-feira, maio 16, 2011

Naquela época

O colega de O Informativo, Fernando Ferreira,que é da área de arte, postou, em seu Facebook, a seguinte frase: "Às vezes acho que nasci na década errada… Tenho princípios que já se perderam, amo coisas que já não se dá mais valor." E um grupo de gente concordou com ele - inclusive eu. Parece que toda a pluralidade que a internet possibilita não é suficiente para as pessoas aceitarem as diferenças. Vão existir aqueles que, como Fernando, têm seus conceitos particulares, que podem diferenciar do que é tido como "normal" ou comum. E nem por isto estão erradas estas criaturas. A verdade, pelo menos a minha, é que a gente pode ser eclético em tudo: ouvir desde sertanejo universitário a metal, de música caipira à MPB, de samba a rock. Lógico que simplifiquei, ao falar dos estilos musicais, mas para tudo pode se aplicar esta dualidade, trialidade, ou tetralidade, se é que existe. Nem tudo é certo, nem tudo é errado, as coisas apenas são.

quinta-feira, maio 12, 2011

O motivador café

O café já foi o carro-chefe das exportações brasileiras. Por nossos portos toneladas deste precioso pó seguiram rumo aos mais diferente destinos. Hoje não é mais o nosso ouro, mas ainda tem seu valor. Não consigo imaginar uma redação jornalística sem o aroma do café. O cheiro que invade, consome e se fundi com a criatividade, formando um ambiente de resultados incríveis. Tomar o café excita, empolga, motiva, faz turbilhar os pensamentos, causa explosão de vocabulário e possibilita o estabelecimento de conexões inimagináveis. Muitos os estudos que mostram os seus benefícios ou malefícios, mas o que importa de fato, é que ele é companheiro e incentivador. Salve a bebida que mistura prazer, leveza e, ao mesmo tempo, é energética.

sábado, abril 30, 2011

Paixões

É muito bom ver uma pessoa transpirando satisfação pelo que faz. Lamento que muitos exercem suas profissões apenas como forma de ganhar um dinheiro e satisfazer sua cobiça material.O ideal seria que o tesão profissional fosse permitido a todos os seres. E que cada conquista no local de trabalho fosse semelhante à orgasmos múltiplos. Não sei se chegou a tanto, mas acabo de ouvir uma colega se demonstrando realizada por seus afazeres. Foi muito bacana. Ela fez um trabalho de campo - coisa prática mesmo - e parece que isto tem ainda maior valia para quem sente o jornalismo na pele. A impressão que dá é que o jornalismo de balcão não é a mesma coisa. Ver pessoas, conversar, ouvir histórias, estar no local onde as coisas estão acontecendo, é diferente. E ela sentiu isto. "Me senti mais jornalista hoje", disse ela. Que assim seja sempre!!! Vamos viver nossas paixões em sua plenitude.

terça-feira, abril 26, 2011

Pedindo cancha


Na porteira do céu está o cantor Rui Biriva. E vem pedindo cancha, o mais bagual dos tradicionalistas, que nunca teve receio de ser divertido e ao mesmo tempo cultivar a tradição de seu povo. Desde o tempo do Tchê Loco - loco, mesmo, sem o "u", gravado num bolachão em 1986, o cara vem fazendo da estrada o palco de sua vida. Ontem à noite, a luz do paldo se apagou; mas não a do cara que fez a Castelhana ultrapassar os limites do Rio Grande do Sul. E que transformou a vida de campo em uma festança. Abram cancha rapaziada aí do céu, porque está chegando o bagual...

domingo, abril 17, 2011

Difícil de entender

Um animal defeca, vira e fuça no seu cocô; a gata vê seus gatinhos nascerem e, logo, come tudo aquilo que sai de sua barriga; outras coisas estranhas acontecem no mundo animal, mas nada é tão assustador quanto à capacidade de autodestruição do ser humano. Ele se mostra como coitadinho, como incapaz, como incompetente, quando, na verdade, é apenas preguiçoso. Falta vontade, garra; falta estabelecer metas; falta fazer valer a capacidade gigantesca que temos, e o livre arbítrio. O ser humano é tão forte, tão grande, pena que não sabe disto. Na maior parte das vezes se esconde em sua "pequinês" imaginária.

quinta-feira, abril 07, 2011

Assim caminha a humanidade

O dia 7 de abril seria um bom motivo para comemoração: é o Dia do Jornalista. Troca de homenagens, abraços, apertos de mão e até um lanche especial no jornal. Mas que nada. Tudo isto aconteceu, mas se sobressaiu uma barbaridade, que somente o ser humano é capaz de fazer. Uma criatura entra na escola e mata mais de uma dezena de crianças. São pequeninos que ainda poderiam sonhar, poderiam ser alguém e estavam buscando isto nos bancos escolares. Se foram sem dizer adeus. Viram a incoerência humana da forma mais bruta e radical, sendo as vítimas de um sistema que enlouquece qualquer um.
Vi a forte Dilma Rousseff se emocionar, marejar os olhos e chorar o drama das crianças. vi homens que tentaram salvar aqueles pequenos que agonizavam, mas de heroi tiveram só a vontade; vi que não somos nada, e que as crianças do Realengo tiveram o pior ensinamento que uma escola pode dar: a realidade da sociedade.

quarta-feira, abril 06, 2011

História triste em avião

Se você ainda não esteve no Nordeste brasileiro, vá. Lá tem lugares sensacionais, que justificam o investimento. Mas fique alerta quanto à alimentação. Nós, os gaúchos, ainda não estamos preparados para a quantidade de temperos e condimentos, que eles costumam colocar em tudo o que comem. Um exemplo clássico é um camarada que retornou no mesmo avião que eu, em viagem de férias a Porto Seguro. Ele não conseguiu se segurar e fez, na bermuda, o que deveria ter feito no banheiro. Coitado. Todo avião ficou sabendo. Além disto, ele ficou metade da viagem no banheiro. Uma lástima. Para não fazer o mesmo papelão, evite pimenta, gordura e exageros mais.

Geladeira vazia


Em conversa, no almoço dessa quarta-feira, conheci uma curiosa forma de evitar os excessos gastronômicos: manter a geladeira vazia. Se não há o que comer em casa, não se come, até porque sair para comprar dá uma leseira do caramba. Um copinho de água acaba resolvendo tudo e a vida segue na sua santa ordem. Pode não ser a solução mais adequada, mas é uma ideia.

domingo, março 27, 2011

Cadeira Vazia

Trabalhando no domingo à noite, sem prespectivas de horário para ir embora, e vem à cabeça a música que notabilizou Elis Regina: Cadeira Vazia. Ela foi corajosa quando se postou a interpretar esta canção, ainda guria. Emocionou a todos. A letra é esta:

"Entra, meu amor, fica à vontade
E diz com sinceridade o que desejas de mim
Entra, podes entrar, a casa é tua
Já te cansastes de viver na rua
E os teus sonhos chegaram ao fim
Eu sofri demais quando partiste
Passei tantas horas triste
Que nem quero lembrar esse dia
Mas de uma coisa podes ter certeza
O teu lugar aqui na minha mesa
Tua cadeira ainda está vazia
Tu és a filha pródiga que volta
Procurando em minha porta
O que o mundo não te deu
E faz de conta que sou teu paizinho
Que há tanto tempo aqui ficou sozinho
A esperar por um carinho teu
Voltaste, estás bem, fico contente
Mas me encontraste muito diferente
Vou te falar de todo coração
Eu não te darei carinho nem afeto
Mas pra te abrigar podes ocupar meu teto
Pra te alimentar podes comer meu pão"

Obama: pele de cordeiro

Comentário feito no Informativo Notícias (18h10min canal 20 da NET ou no www.tvinformativo.com.br) de quarta-feira, 23: "A estada do presidente Barack Obama,no Brasil, serviu para mostrar o quão importante é o poder da palavra e da informação. O presidente mais influente do mundo fez um discurso que entorpeceu os brasileiros. Foi bem mais Lula do que Obama. Diria mais. Melhor assessorado, foi além do que o popular Lula chegava. Obama tocou em pontos cruciais do cotidiano do brasileiro. Brincou com o futebol, falou de nossa arte citando Paulo Coelho e Jorge Ben Jor, demonstrou conhecer a história do país tupiniquim e de sua presidente, inclusive com destaque para a tortura sofrida pela – palavras de Obama – maravilhosa presidente. Envaidecida, Dilma viu passar pelo seu país um homem que é uma tsunami de conhecimento e de habilidade verbal. Conquistou toda esta simpatia e pareceu ser uma pessoa dócil e amável. Pessoalmente, até que pode ser, mas em meio a todas estas trocas de carinhos e palavras amáveis, Obama deu a ordem para a começar o bombardeio sobre a Líbia. Certo ou errado ele agiu como os seus antecessores, que consideramos crápulas. Parece mesmo que, por baixo daquela pele de cordeiro existe mais um lobo."

sexta-feira, março 18, 2011

Status quo

Nós jornalistas, por mais que se diga que não, precisamos muito mais do que dinheiro para viver. A quantia monetária nos encanta, faz comprar e suprir nossas necessidades materiais, mas não há como o status quo. E não me refiro ao reconhecimento do profissional como celebridade. Falo do reconhecimento de autoria, de dizer ou poder perceber que estão vendo que foi você quem escreveu aquele texto, falou no rádio ou exibiu na TV. Talvez seja este o motivo do salário do jornalista ser tão baixo. Ele se alimenta do status quo da produção textual. E não precisa ninguém dizer que o texto é bom ou ruim. Quem escreve bem sabe.

sábado, março 12, 2011

Carpie diem

Olhar filmes como "O dia depois de amanhã" ou "2012" parece ser divertido, mas eles são bem mais do que entretenimento. Servem como alerta. Admito que pouca atenção dava para isto. Não que pense em detonar com o meio ambiente, e que isto não vai repercutir em nada. Sei que agindo contra a natureza, um dia, chegaremos a situações terríveis como as dos filmes. Acontece que não tenho o fascínio que o povo tem em ver o mundo acabar. Então vejo o que os japoneses estão vivendo; o que os moradores de São Lourenço estão vivendo; o que os marque-souzenses viveram no ano passado. Daí penso que,..., sei lá. Há possibilidade de isto começar a virar rotina, de virarmos vítimas de nossas próprias ações egoístas, que fez com que este mundo se transformasse em um espaço turbulento.
Daí paro e penso, que deveria ficar mais tempo com todas as pessoas que amo, que devo viver estes dias como se não tivesse muitos pela frente. Carpie Diem forever!!!

domingo, março 06, 2011

É tetra! É tetra!!

Ontem à noite, a Sociedade Carnavalesca Irmãos da Opa conseguiu o tetracampeonato do Carnaval Regional do Vale do Taquari. Depois do tri no início do milênio, com títulos em Estrela, Bom Retiro do Sul e Taquari, o grupo foi a Lajeado e conseguiu demonstrar que ainda está preparado para os desafios de um júri. O time do Betão mostrou que é mesmo excelente. Parabéns!!! A minha torcida ficou mais do que dividida. Imagina: nasci em Bom Retiro do Sul - nada mais justo do que torcer pela alviazul Inhandava, que é tri simpática; vivi a maior parte de minha vida em Taquari, o que me faz ter um sentimento muito especial por Opa e Batutas da Orgia; estou em Lajeado, onde fui muito bem recebido, poderia, então, retribuir torcendo para as escolas lajeadenses. Mas, indiferente da minha torcida, o Carnaval Regional foi um sucesso! Parabéns aos organizadores!!!

sábado, março 05, 2011

Orgia liberada?

O Brasil transpira Carnaval. A televisão aberta só mostra desfiles, quer seja com fantasias e alegorias ou com caminhões gigantescos, que geram um estridente som. E toda esta folia é confundida com a libertinagem. O objetivo não é pregar moral, mas analisar este hábito do brasileiro de achar que, durante os quatro dias da Festa de Momo, está tudo liberado. Os rapazes andam caindo pela sarjeta, bêbados dia e noite, com a libido à flor da pela; as meninas, que costumam ser mais recatadas durante o ano, tomam cerveja no bico da garrafa, falam coisas que nem imaginam. A junção de todas as vontades, pensamento de liberdade, e ações motivadas pelo álcool, faz com que muitas crianças nasçam nove meses após ao Carnaval. É uma orgia, que parece ser institucionalizada. Se durante o ano é "estranho" ver um homem - hetero - usar roupa feminina, neste período é até divertido. Esta sensação é incomum e não sei de quando remonta, mas é bem divertido, quando se consegue ver todas estas alterações de comportamento social. E não se trata de aprovação ou reprovação. As pessoas que gostam tem mais é que curtir, mesmo. O ideal é ser feliz. Só fica a dica para a prevenção.

domingo, fevereiro 20, 2011

Não gosto de surpresas

Acredito que já externei minha opinião aqui sobre este assunto: não gosto de surpresas. Você pode pensar, e até chegar a conclusão, de que sou um cara chato e previsível. Talvez seja mesmo. Não me importa. O que tem relevância é o fato de que não me dou bem com o que não estou esperando. E falo de coisas da vida, para as quais a praticidade do cotidiano do trabalho não tem solução. Gosto, é lógico, de uma festinha surpresa (para mim ou para outra pessoa), porque elas são bem mais sinceras do que as tradicionais. Muitas vezes vamos em festas de quem nem conhecemos. As surpresas são mais verdadeiras. Ali costumam estar apenas os mais próximos. Não me fazem bem as surpresas como a montanha-russa. Mesmo vendo toda a trajetória, quando se está no brinquedo se perde a noção, e cada curva é uma nova e terrível surpresa. O que me assusta é isto: que a vida pode ser assim. Não é um relato pessoal da atualidade, mas uma análise do que se observa na sociedade.

sábado, fevereiro 19, 2011

Láctea do Vale

Hoje, no interior de Estrela, vi uma gente que gosta do que faz. Na verdade, um povo que é apaixonado pelo que faz. E não é uma coisa fácil, que possa dar inveja para muita gente. É uma tarefa que não tem folga, que tem horários marcados, que exige muita qualidade e crescimento da produção. E o lucro? Bom, o lucro depende de muitos fatores, mas não é lá estas coisas... Vale mesmo é a boa vontade. Você vai conhecer estas e outras histórias em Láctea do Vale. Em breve!

sexta-feira, fevereiro 11, 2011

Quero estar com o pé na estrada

Não adianta. Por mais que me considere acomodado sou obrigado a declarar amor à estrada. Quero viver viajando, conhecendo o mundo, ver outras histórias, pessoas diferentes, sotaques, danças, brincadeiras, coisas até incomuns aqui pela aldeia. Pode até ser fora do país, mas não sou tão exigente. Quero, por enquanto, visitar os tantos recantos deste Brasilzão continental; ver o mar lindo de Floripa, e a beleza do Pantanal. Estar no rio Amazonas, no Carnaval carioca, no extenso Nordeste, na histórica Minas Gerais. Isto, porque além dos limites do Rio Grande, conheço Fortaleza, Floripa e Porto Seguro (foto). São todas sensacionais.

quinta-feira, janeiro 27, 2011

Difícil de entender

É muito difícil de entender as reclamações de alguns moradores. Falo, em especial, daqueles bem afortunados que têm casas no Bairro Alto do Parque, em Lajeado. Trata-se da mais valorizada área da cidade. Lá tem casa de R$ 2 milhões - quem sabe ainda mais. Atualmente eles estão em uma luta para que seja impedida a realização de eventos no Parque do Imigrante - parque de eventos de Lajeado. Eles reclamam que causa barulho e traz mau cheiro (principalmente no caso de Rodeio). Ora, quando a maior parte foi morar lá já havia um parque de eventos. Todos sabiam que isto poderia acontecer, mas não se furtaram em adquirir uma propriedade lá. Afinal, estavam indo para o Alto do Parque. O que querem eles? Que seja criada uma área para a realização de eventos (concordo, pois a atual está ficando pequena). E quando ela for circundada por habitações, o que deverá ser feito? A solução é procurar uma nova área de forma incessante? Acredito que não. Se está ruim ali, podem ir morar em outro local. O mesmo vale para quem está no Centro, ou na Avenida Acvat, que querem acabar com o barulho. Não tem barulho quem mora no interior e nos bairros. Assim vivem as cidades.

segunda-feira, janeiro 10, 2011

Geração Y

Vi um programa na Globo News, sexta-feira à noite, que falou sobre administração de empresas nos moldes da geração Y. Parece ser muito interessante. Não há beiço, as pessoas curtem o que fazem, não há momento para ficar sisudo, o trabalho é uma diversão que remunera. E não ache que, porque é mais frouxo, pode ser sinônimo de bagunça. Eles conseguem alcançar as metas e ganham prêmios sensacionais, como uma viagem para a Disney. Quero uma empresa Y.

sexta-feira, janeiro 07, 2011

Falta qualificação

O ser humano é verdadeiramente estranho. Desde que me conheço por gente, conseguir um emprego é uma dificuldade gigantesca - pelo menos para a maioria das pessoas (depois que comecei a trabalhar não fiquei um dia desempregado). Agora, os empregos estão dando sopa por aí, mas falta gente com vontade e que saiba fazer alguma coisa, ou seja, que tenha qualificação. Antes, a fila era de desempregados, agora é de empregadores. Parece que as pessoas, em especial, os jovens, não têm interesse em se aprimorar. E as empresas estão cada vez mais mecanizadas, precisando de pessoas ainda mais qualificadas. Temos que agilizar para que a falta de pessoas qualificadas não seja motivo de atrapalhar o crescimento do Brasil.

sábado, janeiro 01, 2011

Mulher brasileira

Sexo frágil? Tem que rolar de rir quando alguém tem coragem de dizer que mulher é o sexo frágil. Dá uma olhada nesta segurança da Dilma, correndo ao lado do carro sob forte chuva. Frágil é o pensamento de quem duvida da força da mulher brasileira.

Posse de Dilma

Neste momento - 16h57min - Dilma Rousseff está no parlatório do Palácio do Planalto falando à Nação. Ostenta no peito a faixa verde-amarela, dando um significado muito maior ao que o da posse de um novo mandatário. É a primeira mulher a estar nesta posição. A partir de hoje não existem diferenças partidárias ou interesses políticos. Ela é presidente de todos, deve administrar e ter o apoio de todos. Tomara que seja valente, como sempre foi; tomara que seja guerreira, como as seguranças que acompanharam o seu veículo, enquanto chovia; tomara que se confirme a esperança depositada nela por mais de 55 milhões de brasileiros. E que 2011 seja o início de um período vitorioso para Dilma e, por conseguinte, para o Brasil.