segunda-feira, julho 14, 2014

Estou amando em caixa-alta

A formação como jornalista induz, antes de postar, a fazer uma avaliação íntima da possível repercussão do texto publicado. Isto não quer dizer que deixarei de torná-lo público. Afinal, consequências boas ou ruins fazem parte do jogo para quem se atreve a, eventualmente, emitir opiniões.
O bacana, porém, não é quando o assunto é opinativo, em relação às factuais polêmicas. O que mais atrai minha atenção é quando se trata de temas que têm vínculos pessoais. É um trecho de letra romântica para começarem a pipocar comentários e a pergunta fatídica: "Está apaixonado, Marcio Souza?"
A resposta imediata seria "não"; mas parar para pensar e analisar a vida não faz mal a ninguém. Então, em uma busca mais profunda, no interior de meu coração, chego à conclusão de que não estou apenas apaixonado: estou amando. Amo como nunca. Sinto até arrepios enquanto escrevo estas palavras e fico pensando o quanto amo. AMO em caixa-alta. Amo e quero ficar amando, como diz o padre: "até que a morte nos separe". E, de fato, ninguém, além da morte, pode me afastar de meu amor.
Amo e sinto uma reciprocidade verdadeira; é como se estivesse sendo permanentemente acariciado, como se algo especial tivesse sido criado exatamente para me fazer sentir assim. E é por isto que, sim, vou continuar postando declarações de amor, palavras de carinho, trechos de música que demonstram meus sentimentos, porque não consigo ficar sem dizer que te amo, "vida".
É isto, mesmo, amo, sobremaneira, a VIDA.  

terça-feira, abril 15, 2014

Não gosto de eclipse

O mundo parou, mais uma vez, para ver o eclipse lunar. Na madrugada de hoje (15/04/2014) a lua avermelhou-se, ganhou tons diferenciados, enfim, teve as alterações peculiares para este fenômeno. Não gosto do eclipse. E daí que todo mundo acha interessante? Se assim for, não faço parte do mundo. Gosto da lua limpa, gigantesca, entre o branco e o amarelado, iluminando o alto do Jardim do Cedro. Gosto dela poderosa, incitando o ataque dos lobisomens, em meio aos vales, e o tesão - aquele, da lua cheia.
A lua é linda demais, poderosa, enigmática, deliciosamente misteriosa. Não vejo motivo algum para que fique escondida por qualquer outro astro. É a rainha da noite, como o sol é o poderoso rei do dia. Deixem a lua brilhar em sua plenitude, sem a maquiagem avermelhada, ou escura, pintada pela atrevida movimentação dos astros.

quinta-feira, abril 10, 2014

Expectativa

Crer que algo pode acontecer, fomentar expectativa, alimentar a ansiedade, olhar para o relógio que insiste em andar lentamente, dar eco ao som da consciência, são ações motivadoras. Nem tudo que se espera vira realidade, mas o que se concretiza tem um sabor de conquista, de realização, que é ímpar. Assim é com quase tudo na vida. A esperança de que algo de bom vai acontecer é vista no aguardo de uma oportunidade de emprego; na possibilidade de encontrar uma pessoa, que será a pessoa amada; na vontade imensa de trocar abraços, carinhos e beijos com aquele ser que tem lhe feito tão bem. Lógico que, em nenhum momento este ato de esperar pode ser traduzido como estar apenas na zona de conforto, deitado em berço esplêndido. A iniciativa é fundamental. Depois de colocar as cartas na mesa é que se cria a expectativa. "Será que sorte vai bater na minha porta?" Quem nunca entra na roda do jogo, jamais terá a chance de ganhar.

terça-feira, abril 08, 2014

Vontade de escrever

Este blog já teve diferentes finalidades.
Já o usei para informar - como um veículo de comunicação não oficial, sem a necessidade da atualização, mas mantendo uma rotina - e foi intenso. Eram muitas postagens diárias, com milhares de acessos ao mês e até publicidade, by Google.
Já o usei como diário, aproveitando o espaço aberto no mundo virtual para contar as peripécias de Marcio Souza.
Já o usei como confidente. Quando faltava alguém para conversar, eram estas delimitações de espaço e bites, que me permitiam externar o que se passava, principalmente, pelo coração - superexposição? pode ser, mas isto é problema meu e as consequências do escrito recaem sobre mim - sejam boas ou ruins.
Hoje, depois de muito tempo inerte, deu uma grande vontade de escrever. Fiquei com medo. Não tenho intenção de informar - se quiserem ficar sabendo do que acontece no Vale do Taquari, Brasil e mundo, acessem www.informativo.com.br -, mas não passa pela minha cabeça voltar a transformar este espaço em diário - pelo menos não, agora. Será que é uma fase de externar sentimentos? Tenho certa dificuldade em reconhecê-los, em entendê-los, em aceitá-los. E isto nada tem a ver com as experiências que tive (foram, ao seu tempo, todas sensacionais), apenas uma certa deficiência emocional, que a razão poderia sobrepor, me tornar frio e acabar com este inconveniente.
O fato é que a vulnerabilidade me faz buscar respostas. A maior dificuldade, entretanto, é que não sei para quais perguntas preciso de respostas. Somente sei que escrever me faz muito bem, mesmo que seja para dizer que não sei o motivo que me leva a arriscar pelos perigos, que o amontoado de palavras pode significar.
Enfim, está reiniciado um período de exposição marciosouzana.