domingo, janeiro 27, 2013

As lágrimas da Dama de Ferro

As pessoas nos surpreendem. Isto acontece todos os dias. São pequenas ações, decisões que são tomadas e que, muitas vezes, mudam o conceito que temos. Hoje, diante de tamanha tristeza, em função da desgraça que aconteceu em Santa Maria, consegui me impressionar e passar a admirar ainda mais a presidente Dilma Rousseff. Por todo seu currículo, pela defesa da democracia, no passado, mesmo que de forma questionável, pelo respeito aos seus princípios, pela dedicação para a manutenção de bons resultados na economia, já tinha certo apreço por ela. Neste triste domingo de janeiro, ao ligar a televisão, vejo o seu discurso, direto do Chile. Ela diz, em tom emocionado, que não tem como continuar a agenda no país vizinho, porque o povo dela está triste e sofrendo e ela precisa estar lá com eles. Além disto, ela não consegue terminar com clareza seu discurso, porque é embargada pela emoção. "Se não podemos fazer nada, pelo menos vamos estar tristes com nossos irmãos de Santa Maria". A Dama de Ferro brasileira mostra que, por trás de tanta força, por trás da guerreira que enfrentou o regime e o sistema, existe um coração, um ser humano que tem o que há de mais importante na formação de um líder: sensibilidade. Parabéns, Dilma! Acredito que sua presença em Santa Maria não vá significar uma grande mudança em todo o processo, mas tenho certeza de que ela significa um grande exemplo para os demais governantes brasileiros e da humanidade.

sexta-feira, janeiro 18, 2013

Três batidas mas rápidas

O que esperamos de um grande amor? O que queremos em troca daquilo que oferecemos para as pessoas que dizemos que amamos? O plural não é incentivo à poligamia, mas uma demonstração de abrangência do amor, que não se trata apenas do sentimento que temos, como de homem para mulher, por exemplo. O questionamento vale para todo tipo de benquerer (se escreve assim, agora). Amamos, de forma incondicional, nossos pais, irmãos, amigos, enfim, nosso leque é bastante abrangente. Mas a questão nem é quantitativa. O importante, mesmo, é a qualidade, o andamento e o resultado. Ao que nos propomos e o que esperamos deste amor?
Não raras vez, em especial quando somos adolescentes, condicionamos o amor dos pais ao que eles podem nos oferecer para nos creditar mais status. A calça da marca, o óculos da moda, a carteira e o carro, quando chegamos à maioridade, enfim, ama mais aquele que oferece mais. Quando os pais são separados, então, fica muito perceptível o interesse dos filhos. É lógico que, no fim das contas, os jovens amam seus pais, mas acabam criando certas condições para demonstração deste sentimento. Da mesma forma, os pais, quando ficam velhinhos, caracterizam amor de filho pelo tempo que passa consigo. Não só os envolvidos pensam assim. Os vizinhos, os outros velhinhos, pensam: "Aqueles filhos não gostam dos pais, pois não estão com eles toda hora".
A verdade é que ninguém sabe o que se passa dentro do coração dos seres humanos. E o certo, se é que existe, é que a felicidade daqueles que amamos seja a maior recompensa que temos por amar. O maior exemplo disto são os pais do menino Lazaro, que foi destaque nesta semana no jornal O Informativo (http://goo.gl/HJvMQ). O garoto, de quatro anos, tem uma doença de cura desconhecida, vive na UTI do hospital desde quando tinha pouco mais de um ano de vida. Agora, corre o risco de perder seu espaço, porque a UTI deve fechar, atendendo às determinações burocráticas de entidades da área da saúde. Mas o que isto tem a ver com o amor e o que esperamos em troca? Pois bem, William e Camila, evidentemente, amam seu filho, e demonstram isto pela força que fazem para mantê-lo confortável, o visitam diariamente, mesmo que não tenham como resposta um abraço, uma lista de palavras de carinho. Para eles, de acordo com a matéria, a aceleração nas batidas cardíacas chega. "Aumentou de 109 para 112, quando chegamos, viu?", diz a mãe. Três batidas a mais no coração de um filho servem de compensação para o amor desta mãe. Ela sente, assim, que ele também fica feliz por estar com eles, que sente a presença dos pais, e que agradece por tudo o que estão fazendo.
São três batidas que valem por muitos abraços, beijos e demonstrações de carinho. Três batidas que valem todos os presentes que poderiam receber, que valem a vida que eles têm e a que geraram. Santas e duradouras três batidas a mais no coração.

quarta-feira, janeiro 16, 2013

E viva la solitude

Estava, há pouco, na academia. Surpreendentemente, só. Um espaço gigantesco, cheio de equipamentos e lá estava eu, pequeno e só. E gosto disto. Estar com amigos, amores, pessoas queridas, é muito bom, confortante, gostoso, mas a solitude me faz bem. Consigo, quando estou assim, estar comigo mesmo, pensar, e até ficar sem pensar em nada e não ter que dar explicações para a ausência de pensamentos. É o momento de projetar, organizar ideias. Parece ser um pouco de egoísmo, mas é preciso que tenhamos situações como esta.E não se trata de querer distância das pessoas, não conseguir conviver em grupo, trabalhar com o coletivo. São todas necessidades que temos. Os dias atuais não permitem a solidão por longo tempo. Precisamos uns dos outros. Termos, entretanto, momentos só nossos é de suma importância e, talvez, seja esta época em que ainda sentimos o aroma do réveillon, mas sabemos que o ano já está em andamento, o período mais adequado. Bueno, vou seguir os exercícios e viva la solitude.

sábado, janeiro 12, 2013

Um amigo de verdade

No momento em que escrevo este post, passa no Tele Cine Touch o filme Sempre ao Seu Lado. É a história de um cão akita e a amizade com o cara que o adotou (Richard Gere). Dizem que o cão é o melhor amigo do homem, mas o que se estabeleceu entre os dois foi bem mais do que amizade. O que aconteceu, ali, foi uma relação de cumplicidade, na qual um tinha a capacidade de reconhecer o sentimento do outro e tudo aquilo que estava passando em seu interior. Existem demonstrações de carinho, de afeto, de amor, mesmo, que extrapolam o limite que temos, em palavras, para descreve-las. É um animal, ou uma pessoa, que se dedica a outra de forma incomum, dando mais valor ao outro ser do que ao seu próprio eu. Se está certo ou errado, não sei. Mas que deve ser reconhecido, de alguma forma, disto tenho certeza. Verdade que pode ser uma falha, uma falta de amor próprio, numa ideia de que primeiro devemos nos amar para, depois, saber amar ao próximo. Mas e quem saberia dominar seus sentimentos? Onde está o manual de instruções para conseguirmos controlar o que o coração determina que seja feito? Perguntas ao vento. Respostas perdidas. Se um dia conseguirmos descobrir o segredo da vida eterna, ainda assim, não teremos o conhecimento necessário para responde-las. Vivamos e sejamos felizes do jeito que a vida permitir, sendo capazes de amar alguém, como o cão Hachikô, do filme. Que assim seja!

quinta-feira, janeiro 10, 2013

Me preocupa

Todo início de ano fico preocupado. Não costumo ser um cara que faz planejamento para longo tempo, então, fico sempre com uma "pulga atrás da orelha" sobre o que está por vir neste ano que acabou de começar. O que reserva 2013? Estou muito ciente de que só consigo colher o que tiver plantado no passado. Assim, uma certeza tenho: não há como ser ruim este período. Tenho certeza de que tudo o que fiz foi pensando em uma melhora coletiva, sem maldade, fiz com coração, tanto no trabalho quanto na minha vida. Entendo que nem todos devem ter gostado, sei que posso ter magoado, até machucado, mas a vida é assim. Em alguns momentos, por melhores resultados coletivos e para o bem comum, isto acontece. O mais importante é que tenhamos a capacidade e decência de continuar lutando, enfrentando os problemas, agindo com o coração e com vontade própria. Sejamos felizes, em 2013, 14, 15, 16....