quinta-feira, setembro 27, 2012

Um dia, 30

Tenho um amigo que completará 30 anos. Está meio apreensivo com a ideia. Tudo bem. Estive neste lugar, também. Fazer aniversário é normal, pois enquanto estamos fazendo é sinal de que estamos vivos e pronto para aproveitar o que melhor a vida tem para oferecer. Mas a barreira dos 30 parece ser diferente. Pelo menos no comparativo com as outras que passei. Fazer 10, fazer 18, fazer 20, parece tudo meio esperado, mas 30 é diferente. É estranho. Talvez, porque serve como um limite derradeiro para tu perceberes que não és mais jovem, que acabou o período jovial e que, mesmo com carinha de 25 tu tem corpo de 30 e mente de 30. Se não tem é porque apresenta algum retardo, mas isto é outro assunto. O que acredito é que não estamos preparados, emocionalmente, para virarmos balzaquianos. O 30 faz com que aqueles sonhos e perspectivas, muitos juvenis, sejam analisados. O carro que tens, se tens onde morar, se estás casado, se tens filhos... tudo passa pela mente, mas nada leva a um denominador, pois se alguma destas coisas não faz parte da tua vida, não muda nada. A primeira impressão é de que estás fracassando em algo, mas qual é o motivo desta, em geral, auto-cobrança? Tá. Entendo que teus amigos já têm isto tudo, ou quase. Onde está escrito que deves ser igual a eles? Às favas com as premissas de que a vida é um livro de receitas e que o bolo só cresce se todos os passos foram feitos corretamente. Erramos antes, erramos hoje, erraremos amanhã. Nosso bolo vai se adaptando às nossas necessidades, anseios, nossas vontades. Daí fica bacana ouvir e difundir o Pedro Bial, que fala, naquele texto que vira música ou música que vira texto: "Talvez você case, talvez não. Talvez tenha filhos, talvez não. Talvez se divorcie aos quarenta, talvez dance ciranda em suas bodas de diamante. Faça o que fizer não se auto congratule demais, nem seja severo demais com você. As suas escolhas tem sempre metade das chances de dar certo. É assim para todo mundo." Façamos dos 30 a sequência da década em que tivemos "inte", dando sempre um up, que é resultado da nossa experiência.

segunda-feira, setembro 10, 2012

Deficientes somos nós, os ditos normais

Acompanhando, não de perto - apenas de passagem -, os jogos paraolímpicos de Londres, me deparei com a imagem de um brasileiro comemorando a medalha de ouro. Foram muitas. Admito que não sei quem é ele (a foto que mostro aqui é meramente ilustrativa), mas me comoveu. Ele, com o pouco de braço que tem, levantou a medalha, olhou para o alto, onde estava tremulando a bandeira verde-amarela, e, emocionado, gritava "Brasil, Brasil, Brasil". Aquela imagem me fez parar para pensar na vida. Fiquei emocionado com a conquista, porque, enfim, é um brasileiro vencendo, indiferente de sua condição física. Mas o que mais mexeu comigo foi o fato de que, muitas vezes, nos paramos a reclamar da vida - nós, ditos normais, com duas pernas, dois braços, mãos, dedos, etc. etc. E aquela pessoa, que poderia se entregar, reclamar, se queixar e nada fazer, está se consagrando como vencedora, porque nunca desistiu, porque teve coragem de lutar e ir atrás de seus objetivos. Esta emoção que me abalou e me fez pensar não é resultado de pena dele. É pena de mim, de nós, que nos achamos impotentes por qualquer barreira que possa ser encontrada em nosso caminho. As paraolimpíadas devem servir mais do que como entretenimento para assistirmos pela televisão. Devem ser mostradas em sala de aula, nas empresas, nos ambientes públicos, como forma de motivação para que todos sejamos capazes de conquistarmos nossos objetivos, assim como aqueles atletas que nos representaram em Londres.

terça-feira, setembro 04, 2012

As viagens da vida

De onde as pessoas estão indo e para onde estão indo? Fomos à rodoviária de Lajeado para saber mais da vida de quem viaja. Acompanha aí mais este Cotidiano, que rodou segunda-feira no Canal 20 da NET Lajeado.