sábado, outubro 27, 2012

As naftalinas do mictório

Os mictórios sempre foram algo desafiador na minha vida. Primeiro, porque demorei, devido à minha estatura, para alcançá-los e poder fazer ali a minha necessidade número um. Até parava em frente da louça posta na parede, mas o máximo que conseguia era mirar para cima e correr o risco de me molhar, principalmente, quando se aproximava do fim, quando o esguicho já ficava sem força ou controle. Acabava, para evitar problemas, indo no vaso sanitário, que era mais seguro, isolado e tranquilo.
Recentemente, um novo desafio foi proposto por este desaforado utensílio - por assim dizer - do banheiro masculino. Para evitar a propagação do desagradável cheiro, as meninas que fazem a limpeza na Rede Vale colocaram duas naftalinas no mictório. Elas ficam se batendo e posicionando-se naqueles buracos que permitem a saída do xixi. O posicionamento dos tais buraquinhos permite que fiquem dois mais acima e, lógico, o desafio é fazer com que as naftalinas cheguem até eles. Me sinto um bombeiro jorrando água, como se fosse limitando a força do fogo e o cercando até que se esgotem as fagulhas. Elas se batem, caem em um buraco, pulam para outro, vão lá em cima e, pimba, ficam no que é mais difícil de conseguir. Mas isto acontece com uma delas. A outra insiste em não se posicionar. O combustível está acabando e ela não assume o seu lugar. Até que um derradeiro e guerreiro jato faz o que estava proposto. Ponto. Estão as duas naftalinas nos buraquinhos da parte alta do mictório. Isto me faz crer que não é possível desistir da guerra quando perdemos algumas batalhas. Poderia ter corrido, quando o danado se mostrava alto e poderoso, mas me mantive, lá, firme e forte. Hoje, o venço com tranquilidade.

quinta-feira, setembro 27, 2012

Um dia, 30

Tenho um amigo que completará 30 anos. Está meio apreensivo com a ideia. Tudo bem. Estive neste lugar, também. Fazer aniversário é normal, pois enquanto estamos fazendo é sinal de que estamos vivos e pronto para aproveitar o que melhor a vida tem para oferecer. Mas a barreira dos 30 parece ser diferente. Pelo menos no comparativo com as outras que passei. Fazer 10, fazer 18, fazer 20, parece tudo meio esperado, mas 30 é diferente. É estranho. Talvez, porque serve como um limite derradeiro para tu perceberes que não és mais jovem, que acabou o período jovial e que, mesmo com carinha de 25 tu tem corpo de 30 e mente de 30. Se não tem é porque apresenta algum retardo, mas isto é outro assunto. O que acredito é que não estamos preparados, emocionalmente, para virarmos balzaquianos. O 30 faz com que aqueles sonhos e perspectivas, muitos juvenis, sejam analisados. O carro que tens, se tens onde morar, se estás casado, se tens filhos... tudo passa pela mente, mas nada leva a um denominador, pois se alguma destas coisas não faz parte da tua vida, não muda nada. A primeira impressão é de que estás fracassando em algo, mas qual é o motivo desta, em geral, auto-cobrança? Tá. Entendo que teus amigos já têm isto tudo, ou quase. Onde está escrito que deves ser igual a eles? Às favas com as premissas de que a vida é um livro de receitas e que o bolo só cresce se todos os passos foram feitos corretamente. Erramos antes, erramos hoje, erraremos amanhã. Nosso bolo vai se adaptando às nossas necessidades, anseios, nossas vontades. Daí fica bacana ouvir e difundir o Pedro Bial, que fala, naquele texto que vira música ou música que vira texto: "Talvez você case, talvez não. Talvez tenha filhos, talvez não. Talvez se divorcie aos quarenta, talvez dance ciranda em suas bodas de diamante. Faça o que fizer não se auto congratule demais, nem seja severo demais com você. As suas escolhas tem sempre metade das chances de dar certo. É assim para todo mundo." Façamos dos 30 a sequência da década em que tivemos "inte", dando sempre um up, que é resultado da nossa experiência.

segunda-feira, setembro 10, 2012

Deficientes somos nós, os ditos normais

Acompanhando, não de perto - apenas de passagem -, os jogos paraolímpicos de Londres, me deparei com a imagem de um brasileiro comemorando a medalha de ouro. Foram muitas. Admito que não sei quem é ele (a foto que mostro aqui é meramente ilustrativa), mas me comoveu. Ele, com o pouco de braço que tem, levantou a medalha, olhou para o alto, onde estava tremulando a bandeira verde-amarela, e, emocionado, gritava "Brasil, Brasil, Brasil". Aquela imagem me fez parar para pensar na vida. Fiquei emocionado com a conquista, porque, enfim, é um brasileiro vencendo, indiferente de sua condição física. Mas o que mais mexeu comigo foi o fato de que, muitas vezes, nos paramos a reclamar da vida - nós, ditos normais, com duas pernas, dois braços, mãos, dedos, etc. etc. E aquela pessoa, que poderia se entregar, reclamar, se queixar e nada fazer, está se consagrando como vencedora, porque nunca desistiu, porque teve coragem de lutar e ir atrás de seus objetivos. Esta emoção que me abalou e me fez pensar não é resultado de pena dele. É pena de mim, de nós, que nos achamos impotentes por qualquer barreira que possa ser encontrada em nosso caminho. As paraolimpíadas devem servir mais do que como entretenimento para assistirmos pela televisão. Devem ser mostradas em sala de aula, nas empresas, nos ambientes públicos, como forma de motivação para que todos sejamos capazes de conquistarmos nossos objetivos, assim como aqueles atletas que nos representaram em Londres.

terça-feira, setembro 04, 2012

As viagens da vida

De onde as pessoas estão indo e para onde estão indo? Fomos à rodoviária de Lajeado para saber mais da vida de quem viaja. Acompanha aí mais este Cotidiano, que rodou segunda-feira no Canal 20 da NET Lajeado.

quarta-feira, agosto 29, 2012

É assim que se faz

Arroio do Meio está vivendo o Culturartchê, que é um período em que se respira cultura na cidade - neste ano dando enfoque ao tradicionalismo gaúcho. Os mais diversos segmentos participam e se apresentam com músicas, exposições, atrações artísticas e culturais variadas. Todo este envolvimento comunitário acaba resultando em mais empenho, em crescimento do evento e, porque não, em aumento do interesse por mais atividades culturais. Isto é sinônimo de evolução do município. Com o tempo, os números devem dizer ao que veio toda esta movimentação em uma área que é pouco divulgada e difundida.
Mas de que adianta fazer tantas e tão bonitas atividades se não se conta para os demais. Pensando nisto, o município tem se preocupado em levar, além de suas fronteiras, os exemplos positivos que são colhidos com a realização do Culturartchê. Hoje (quarta-feira, 29), um grupo de alunos esteve no jornal O Informativo, cantou e apresentou personagens lendários do Rio Grande do Sul, como o Negrinho do Pastoreio. Emocionaram a equipe de jornalistas e integrantes dos demais setores. Com certeza foi uma ótima forma de começar a tarde de trabalho: com música e a motivação infantil.

quinta-feira, agosto 23, 2012

Quero não pensar

Tenho vontade de fazer coisas e não tenho coragem de fazê-las. Tenho coragem de fazer coisas, que não tenho vontade de fazer. Tenho saberes e sabores, que nem sei se os tenho ou se eles me têm. Tenho um monte de dúvidas, um bocado de certezas, e a capacidade de ter ideias - como diz o chefe Oswaldo Carlos, ideias de rádio, que surgem no momento. Na verdade, agora, me falta algo. Não sei o que é. Se soubesse talvez não dissesse, mas sei que falta. Há um vazio que não consigo explicar. Não é fome, porque acabo de comer um bom X; não é sede, porque acabo de tomar bons copos de Coca-Cola; não é a falta de um brilho extra, porque estou me embriagando com episódio dos Simpsons. Bobagem? Pode ser, mas quero poder ter um ócio inútil, que fique longe do criativo; quero não ter que parecer esperto; quero ser um pouco burro (talvez, na mente de alguns, um pouco mais burro); quero me deitar em uma rede, tomar uma cerveja e rir do nada, enquanto penso qualquer coisa sem importância, ou nem pense. Será que seria capaz de não pensar nada? Quero ficar uma noite, pelo menos, assim. Não quero me preocupar com o amanhã; não quero ficar com receio do que pode acontecer daqui a pouco, quando acordar. Só hoje. Amanhã quero voltar a ser eu, um maluco pensador. Mas como diz a tal frase "Penso, logo existo".

terça-feira, agosto 21, 2012

Cotidiano

Sabe aquela relação de amizade que você nunca esquece? Pois é, segue aí o primeiro programa Cotidiano, da TV Informativo, que tem como tema Amigo. Assiste aí e mande sua opinião. Ela será bem útil.

sexta-feira, agosto 17, 2012

A inocência infantil

É bacana rememorar, às vezes, o nosso período de infância. Admito que não sou uma pessoa de boa memória. Por algum motivo, lembro-me pouco dos acontecimentos de quando era piá, lá em Bom Retiro do Sul. Da vida em Taquari, a partir dos quatro anos, tenho algumas recordações - a maior parte delas, que me encantam pela ingenuidade dos pequenos. Imagine você que existia um chocolate (não sei qual a marca) produzido em formato de guarda-chuva. Com a ardilosa ideia de querer cultivar, talvez com pensamentos econômicos, comia o chocolate, mas deixava uma pequena parte, no fim do cabo do "guarda-chuva", com a intenção de plantar para ter uma árvore daquele doce. Tinha um canteiro de "guarda-chuva" em que apareciam os cabinhos, em plástico, e, enterrado, um pequeno pedaço de chocolate. Quanto chocolate perdi. Não perdi, porém, a oportunidade de viver a inocência da criança que, em meio ao turbilhão de malandragem juvenil e adulta, ainda consegue fazer da fantasia a esperança de dias melhores.

quinta-feira, agosto 16, 2012

Mensalinho, em Lajeado?

O comentário desta semana é sobre a possibilidade da existência do "Mensalinho", em Lajeado. Confira:

sábado, agosto 11, 2012

Silvio Santos vem aí...

Não é preciso gostar da forma como ele faz, mas não há como negar que ele é o cara. De camelô a dono de um dos maiores patrimônios do país. Este é Silvio Santos, que foi muito bem descrito na homenagem feita pelos seus 80 anos.

quarta-feira, agosto 08, 2012

Leandro Damião e os ministros do STF

O que a medalha olímpica, que o futebol brasileiro pode ganhar, tem a ver com o julgamento do caso do Mensalão? Veja no comentário desta semana. E não esqueça, em todas as quartas-feiras, às 12h30min e às 18h, no Canal 20 da NET Lajeado, ou no www.tvinformativo.com.br Tem sempre um comentário diferente.

sexta-feira, agosto 03, 2012

A gostosa das olimpíadas

Você já viu como é difícil conquistar aquela gata, bem gata, que passa pela praia de Ipanema? Ganhar medalhas olímpicas também. Acompanhe o comentário desta semana.. Tá, antes de ver pode dar risadas desta cara que aparece, fixa, ao começar o comentário. Até eu ri. 

quinta-feira, agosto 02, 2012

Falta tempo

Você já deve ter ouvido, ou falado - na tentativa de encontrar justificativa para algo que não fez, ou acha que não conseguirá fazer - a frase: "Me falta tempo". É evidente que  a quantidade de afazeres para os quais nos propusemos, diariamente, em geral nos limita bastante. O que não pode é esta série de compromissos impedir a realização de outros, ou ações que possam representar qualidade de vida. Quer falar em tempo, converse com os jogadores de basquete da seleção brasileira. Faltavam seis segundos para o encerramento da partida; o Brasil estava com 74; dois pontos a mais do que seu adversário; o tempo foi pedido; no retorno, apenas seis segundos - não é nada, né? - pois foi o tempo suficiente para um arremesso de três pontos. Perfeito e fulminante. O Brasil perdeu por 75 a 74. Será que ainda temos como reclamar da falta de tempo? Se o adversário brasileiro pensasse assim, desistiria, afinal, eram só seis segundos.

quarta-feira, agosto 01, 2012

Não sei perder as pessoas

Todos temos nossas deficiências. O primeiro passo é reconhece-las, acreditar que não somos perfeitos e, por isto, precisamos dos outros. Tenho uma deficiência, bastante grande, que é não saber perder as pessoas. Quero todas, comigo, sempre. Sei, e consigo entender, que a nossa única certeza é a morte, mas não consigo aceitá-la como uma consequência natural a que estamos predispostos a partir do momento em que viemos ao mundo. A cada amigo, familiar, conhecido, ou pessoa qualquer por quem tenho certo sentimento, que deixa este plano me abala, me faz questionar, me cria uma série de interrogações na mente para tentar entender e suprir aquela ausência. Agora, algo está me remoendo, me deixando todo cheio de dúvidas e com uma saudade de alguém que vi bem poucas vezes nos 32 anos que tinha. Falo do meu primo Marcelo. O pouco que conhecia desta figura, apesar de ser familiar e morar a pouco mais de 100km de onde estou, me possibilitou fazer uma imagem de alguém que gosta de reunir a família, que tem bom coração, que ama a vida e os seus. E tudo isto ficou suprimido na triste imagem - que não vi - de um homem encontrado em um terreno, sem uma orelho, possivelmente atingido por um tiro. A vontade de viver, de reunir a família, de ser alguém na vida, ficou lá. Permanecem nossos sentimentos pelo Marcelo, que deixa de estar entre nós, fisicamente, mas que ficará para sempre nos bons exemplos e na certeza de que ele estaria lutando sempre enquanto estivesse vivendo.

terça-feira, julho 31, 2012

Dia do Orgasmo

Quer momento mais espetacular do que o orgasmo? Ele é o encerramento de um ato que começou, em algum instante, com a sedução. Mas não é qualquer desfecho. Ele é esperado, é aguardado com ansiedade porque, mesmo sabendo o final da história, ele nunca é igual. Ainda mais se for feito com aquela pessoa especial, que você gosta ou já teve coragem de dizer que ama. Daí este momento derradeiro se torna o ápice dos acontecimentos, a explosão de sentimentos e sentidos, o espocar de fogos de artifício, a passagem de um cometa. E todas estas qualidades fazem com que seja ainda mais protelado, segurado, porque ele também é recheado de significados. É assim que se forma a vida, que se consegue a perpetuação das trocas de fluidos, mas, principalmente, da troca de carinhos entre duas pessoas - ou uma só. Enfim, o orgasmo é demais e nada mais justo do que existir um dia reservado a ele. Óbvio, que a sua consequência deve ficar bem guardadinha na camada fina de latex, que garante a proteção de eventuais danos físicos posteriores. Sim, estou falando que é preciso usar camisinha e viver com intensidade cada orgasmo que a vida lhe oportunizar. Viva o Dia do Orgasmo.

sábado, julho 14, 2012

Eis minha profissão

Hoje, vivi dois momentos a que minha profissão se permite. O primeiro deles foi a possibilidade de agir como jornalista de campo, novamente. Há tempo não parava na frente da máquina para elaborar um texto jornalístico. Pois hoje não foi qualquer texto. Foi um material de responsabilidade (todos são, mas alguns têm mais repercussão): a cobertura do debate político organizado pela Rádio Independente. Foi algo de alto nível. As minhas percepções? Deixamos elas para meu eu e a conversa que tive com o colega Ricardo Sander, que apresentou muito bem o programa. Senti fervilhar na veia o sangue jornalístico. Me senti grande. Estava lá, junto, colado, praticamente, nos candidatos. Senti o que eles sentiram; vi o que viram; ouvi o que todos ouvintes ouviram, e ainda mais, as orientações dos assessores, durante os intervalos. Foi muito bom. Espero ter extraído grande mercado material suficiente para um jantar com arroz, feijão e bife. A outra questão foi a "homenagem" feita pelo grupo de teatro, no Sesc, à tarde. Muito bacana o reconhecimento pela divulgação que fizemos. Mas, de verdade, a gente não fez nada além do que a nossa obrigação, ainda mais sendo o jornal que tem 90% da preferência popular. O mínimo que podemos fazer é retribuir sendo parceiro desta comunidade. A peça é hilária.

quarta-feira, julho 04, 2012

Ah, maldita solidão

Comentário de quarta-feira passada. O novo você pode ver, hoje, no Canal 20 da NET ou pelo http://www.tvinformativo.com.br

quarta-feira, junho 27, 2012

Palestra na Unipampa

As férias costumam surpreender. Já vi paisagens maravilhosas, geralmente, em ambientes praianos, quer seja no Nordeste brasileiro, quer seja na apaixonante Florianópolis. Mas o meu período de descanso deste inverno me vez viver experiências diferentes e bem proveitosas. Estive, pela primeira vez, em cidades gaúchas como Pelotas e Jaguarão. Também fiz minha primeira visita ao Uruguai, um país que me chama a atenção, aqui na América do Sul. Nada da que se acha europeia, a Argentina. Aliás, de tanto se achar europeia, está igualando aos países do Velho Continente e se metendo em crises e confusões internas e externas, mas isto é assunto para outrora. O bacana foi a oportunidade que tive de conversar com os alunos da Unipampa, em Jaguarão. "Palestrei" para eles sobre a Comunicação nos dias atuais e a interface com as redes sociais. Coloquei entre aspas, porque não gosto da ideia de palestrar. Prefiro fazer o que fizemos, uma troca de ideias, em círculo, na qual coloquei um pouco do meu conhecimento e recebi o conhecimento deles. Foi bom demais. Certamente levo bem mais do que a lembrança do saboroso jantar, pós-palestra. Levo a certeza de que tivemos bons momentos, ali, na sala 205. Ah, evidentemente passei pelo free shop e trouxe algumas lembranças do Uruguai. Também sou filho de Deus, né.

quarta-feira, junho 20, 2012

Continua o Diário

Hehehe, diário nada, falo o que quero e o que pode ser publicado. hehehe. Tudo bem, faz de conta que é diário. Tomei muito e gostoso vinho com duas amigas com quem não conversava há tempo. Foi muito boa a companhia. Uma noite que não prometia nada me fez rir horrores e sentir muitos sabores. Vinho bom demais. heheheh

terça-feira, junho 19, 2012

Diário de bordo

Então, alguns momentos das férias cabem ser registrados. O período de recesso, como costumam chamar os vereadores, iniciou no começo da madrugada de sábado. Cerveja com colega de trabalho marcou o apito do árbitro para o começou deste jogo. Sábado para passar a manhã na Tevah, tentando fazer um look diferente: acho que deu certo, lógico, com as sugestões da Sabrina e do Rodrigo. Busão - só para aqueles que esperam o carro retornar da reforma - e Porto Alegre para a casa do amigo Julio César. O cara está fazendo uma reforma geral em seu apê - para ele é fácil escolher tudo, pois é arquiteto. "Visita" à loja de material de construção, hidráulico e elétrico, com Julio, Binho e Thiago, depois, Barra Shopping (é muito bom este lugar). Jantinha básica (violinha) no Pedrini da Cidade Baixa. Bora lá que teve festa do grande Clark Couto (hehehe). Muito bombado o Café de Le Musique. Rolou até McDonald no fim da noite - quase início da manhã. E o almoço de domingo, uma surpresa para mim: comida japonesa, ou chinesa, ou sei lá de quem, o importante é que comi com os palitinhos e até que consegui direitinho, seguindo as orientações do Julio César. Aí passa a fazer parte do grupo o Cristiano, também. Tarde no Gasômetro e filmezinho para terminar o domingo.Ah, não sem antes rolar um cheese. Bom, além da comilança rolou muita diversão e bate-papo. Segunda-feira, teve até bolo, by gourmet Julio César, heheh.

sábado, junho 16, 2012

Tenho medo


Comentário apresentado na quarta-feira, 13. TV Informativo, Informativo Notícias.

Férias

Alpargata, meia, pernas para cima, um note no colo, calça de moleton e camiseta surrada. A própria versão do esculacho, o largado, algo que beira ao bizarro, que apesar da descrição feita, parece indescritível. Pois é, sou eu em uma bucólica manhã de sábado. Desânimo? Depressão? Abandono? Solidão? Que nada. FÉRIAS. F-É-R-I-A-S Parei. A mente, aos poucos, esvazia, dando lugar a uma organização de 15 dias, que têm tudo para serem muito bons. Algumas atividades ousadas, outras malucas, mas todas que mostram a minha cara, o meu perfil, que sou de verdade. O Marcio que, talvez, só o Marcio conheça. E esta criatura catatônica está pronta para tudo o que tem por vir. Então, dona férias, sua linda, minha linda, gostosa curvilínea que se chega e me domina, seja bem-vinda, faça de mim sua vontade; estou à sua disposição. A única coisa que solicito, de momento, é me deixar, daqui a 15 dias, em frente o local de trabalho, inteiro e apto para retornar. Até lá, faço do esculacho a minha moda.

terça-feira, junho 12, 2012

Dia dos Namorados

Chegou o Dia dos Namorados e a maior consolação, para quem não namora, é criar frases de efeito, que podem ser engraçadinhas: "É melhor estar solteiro no Dia dos Namorados do que casado no Carnaval". A impressão é de que os solteiros acordaram com o Patati Patatá incorporados, os dois, em seu corpo. Recalque? Pode ser. Fuga? É mais provável. Para os românticos por natureza estar sozinho nesta data é como se algo tivesse faltando. É evidente que estar acompanhado de alguém que não costuma se ater à datas, como esta, pode ser tão frustrante quanto. Imagina você se produzir, bolar uma noite especial, velas, vinho, jantar, e o camarada vai para o jogo de futebol, ou a menina tem que estudar para o concurso. Puta que pariu. Ops, foi mal. É evidente, também, que isto não quer dizer que você é desprezado ou foi esquecido. São formas diferentes de se viver o amor. E vai entender o tal amor... Aí sim é que mora o problema. Não vejo muita explicação nele. Ele é o que é. Faz brilhar o olho, dá o frio na barriga, faz suar a mão e arrepiar os pelinhos de todo o corpo. É isto e tudo mais que você vive no dia a dia. O ciúme, o carinho, o abraço, o beijo, a vontade de estar perto o tempo todo, tudo faz parte, mas nada explica. E para que explicar? Amor foi feito para ser vivido, sentido, explorado ao máximo, e para ser eterno, caindo no popular, enquanto dure. E que sempre dure pare sempre.

quarta-feira, junho 06, 2012

Amor, namoro, política e eleição


Estamos bem perto do Dia dos Namorados e parece que a maior preocupação dos casais enamorados, nesta época, é saber qual presente comprar para a pessoa amada. O que irá dar para a amada ou para o amado? Flores, bombons recheados, um perfume, uma roupa, algo que possa demonstrar seus sentimentos, além, é claro, de abraços calientes, de um beijo gostoso e da renovação dos votos do amor eterno. As lojas estão cheias de opções que podem agradar aos mais variados gostos e bolsos. Mas é claro que isto não pode ser feito apenas uma vez por ano. Mostrar que você tem sentimentos, que ama, que quer viver junto de outra pessoa, deve ser um trabalho verdadeiro, árduo e diário. A cada amanhecer é preciso acordar, olhar para o lado, ter certeza de que você ama, e tornar isto evidente. Um café na cama, uma flor ao lado do travesseiro, um cartão dizendo eu te amo, um beijo mandado por uma mensagem no celular, e, aproveitando o show do roupa nova, hoje à noite, pode-se parafrasear a música volta pra mim, que diz “eu te amo e vou gritar pra todo mundo ouvir. ter você é meu desejo de viver. Sou menino e teu amor é que me faz crescer. E me entrego, corpo e alma pra você”. Você pode dizer que ainda faltam alguns dias para o doze de junho. É verdade. Mas é sempre importante demonstrar como amamos a pessoa que está conosco. Assim, como é importante para os políticos, demonstrarem, durante os quatro anos em que estão no poder, a sua simpatia, seu interesse pelo eleitor, pelas pessoas que o colocaram lá. Estamos às vésperas de uma eleição. É hora de aparecer muito apaixonado dizendo que você é a pessoa mais importante do mundo e que, em troca, deve lhe dar o voto. É mais do que importante saber em quem confiar e digo isto agora, que ainda não temos candidatos definidos, para que fique bem claro que esta deve ser uma prática cotidiana, como a vivência de um longo e intenso amor, e não algo de momento, como uma paixão de verão ou de carnaval. Enquanto os pretendentes das urnas não vêm bater à nossa porta, vamos nos declarar a quem, de fato, merece, os nossos amores.

quinta-feira, maio 31, 2012

Sumiu o verde


Comentário para o Informativo Notícias, veiculado dia 30/05/2012, no Canal 20 da NET Lajeado ou pelo www.tvinformativo.com.br 
Rita de Cássia, ontem tive a oportunidade de passar por localidades do interior de Estrela, Bom Retiro do Sul e Taquari.Acredito que a realidade que vi ali, devido à escassez de água, é semelhante, ou pior, em outros locais do Vale, e isto é preocupante, em se considerando que somos uma terra essencialmente produtiva.Mas a constatação que cheguei, além da óbvia de que está faltando chuva e de que a que caiu hoje não é suficiente, é que está terminando o verde.No lugar do verdejante campo, da plantação de milho, arroz ou aveia, está o marrom. O marrom predominando devido à desidratação das plantas ou o marrom temporário, que é formado pela poeira. No olhar marejado do produtor está o vermelho do choro, porque tem a certeza de que lá se foi mais uma plantação por causas naturais. O céu brilha azul, límpido e forte sem as grossas nuvens que anunciavam chuva suficiente para acabar com o desespero de quem planta. Também na imagem feita no céu está o sol, amarelo, que dá tons avermelhados no lindo entardecer, que só faz mostrar que o próximo dia será de secura. Rosadas estão as bochechas das crianças, que vão-e-vem à escola com a expectativa de um dia deixar esta vida que depende, diretamente, da quantidade de chuva que cai. Daí a gente para e pensa que o verde, que atrai os olhares de moças e rapazes, quando o assunto é o jogo da sedução, restou apenas na esperança de que dias melhores hão de vir. E parece que vejo, assim que o inverno chegar de fato, a chuva vir em excesso e o nosso produtor ter que reforçar a música do Rappa, que diz: "Oh! Senhor. Pedi pro sol se esconder um pouquinho, Pedi pra chover, Mas chover de mansinho, Pra ver se nascia uma planta uma planta no chão. Oh! Meu Deus, Se eu não rezei direito, A culpa é do sujeito, Desse pobre que nem sabe fazer a oração." Que, então, a chuva venha; que venha com cautela e de forma produtiva para fazer o verde voltar a brilhar no seu reduto maior, o campo e a plantação.

sábado, maio 26, 2012

O que fazer com ela?


Você estar em uma cidade diferente da sua é uma experiência, no mínimo, interessante, desafiadora, instigante. Conhecer as ruas, entender os nomes, passar pelo processo natural de adaptação é preciso. Esta é a prova inicial para testar a sua capacidade longe de amigos e, em especial, distante da família. Foi-se o tempo da comidinha da mamãe, do cafuné da irmã, do generoso aperto de mão do pai, do carinho daquela menina, da parceria dos amigos cotidianos. Eita coisa boa que fica no passado.
Aqueles que te apóiam, que te oferecem o ombro, quando necessita, ou mesmo os que estão prontos para comemorar as suas vitórias parecem tão longe, que deixam de fazer parte de sua vida. Novos rostos, novas personalidades, novas parcerias, quem sabe, logo surjam. Tudo é novidade, é experiência inédita, é inesperado. Contudo, durante a rotina do trabalho – se é que pode se chamar de rotineira a função que permite estar em um lugar diferente em cada dia, tendo contato com pessoas e histórias ímpares – tudo é normal, comum, parecido, coisas que você já vive, mas que ainda encantam, resultado da paixão por esta profissão, o jornalismo.
O diferencial surge com o desaparecimento do sol. A noite, quando você retorna para seu apartamento e olha aquela cama enorme, sua comida por fazer, a louça para lavar, aí é que muda. Então ela está lá, a sua espera. Todos os dias uma face diferente, mas sempre poderosa, rigorosa, às vezes, gostosa, geralmente, temerosa. É quente ou é fria e lhe acompanha durante toda a noite, lhe atrai e lhe deprime, lhe faz sorrir, chorar, gemer, mesmo sem sentir qualquer que seja dor. O que fazer com ela? Como agir? Qual o passo certo a se dar? A solução é ir para o banheiro, encarar o seu rosto no espelho e dizer que você pode, que você é capaz, que tem vontade e capacidade para saciá-la, desfrutá-la, fazer da sua estada com ela a mais comum, simples e indolor de todas. Após isto, passar para outra.
Não há dúvida de que se consegue. Não há dúvida de que ela também é falível e, possivelmente, derrotável e que podemos dobrá-la ao nosso interesse, fazendo com que ela seja dominada, humilhada, transformada em motivo de gozação. Ao mesmo tempo, não há dúvida de que um dos nossos maiores males é ela. Ah, maldita solidão!

quarta-feira, maio 09, 2012

Comentário

Atendendo a uma sugestão, segue o comentário sobre o aniversário do jornal O Informativo e sobre o Dia das Mães. Está neste bloco do Informativo Notícias, apresentado pela Rita de Cássia.

segunda-feira, maio 07, 2012

Semana da mãe

Quando você pega uma bolacha é muito fácil de perceber que ela faz parte de um todo que é o pacote. Aquela unidade integra algo maior e se formou com a semelhança física e química da massa que acabou se transformando naquilo que compramos no supermercado. Mas isto é prático, é pertinente a uma digestão verborrágica. O difícil deve ser encontrar uma palavra que possa descrever o sentimento materno, o fato de que, assim como a bolacha, fazemos parte de um todo; um todo que sente, que vê aquele ser se formar dentro de seu corpo, que alimenta, que instrui, que sabe que um dia não o terá mais sob as asas do zelo e do bom cuidado. É muito complicado escrever sobre o sentimento materno, quando não o temos, e jamais o teremos (pelo menos nós homens), porque por maior que seja a participação do homem, na formação do ser, nada supera a palavra doação e o ato de entregar, vivido pela mulher durante a gestação, que a adjetiva como Mãe.

sábado, abril 21, 2012

Família

Como radialista, tive a oportunidade de acompanhar muitos reencontros de família. Foram sempre momentos de muita emoção. As pessoas choravam e só pode entender o que sentiam quem vive algo parecido. Estou tendo a oportunidade de rever pessoas de minha família. São tios e tias, primos e primas, adultos e crianças, que naturalmente deveriam estar no meu grupo de convívio, mas que o destino fez com que não estivessem. As facilidades das redes possibilitaram este encontro. É incrível como as tias me olham e logo me reconhecem, como se estivessem vendo o seu irmão (meu pai). Tia Ana como ponto de chegada, tio João de um abraço fraternal, tia Lena de muita emoção. Um abraço carinhoso, choro, e a sensação do verdadeiro sentimento, que foi demonstrado por todos. Vivendo um momento excelente.

segunda-feira, abril 16, 2012

O homem que chora

Uma semana complicada. As mais difíceis provações, os mais complicados desafios, as pessoas com os nervos à flor da pele, tudo acumulado com a tensão cotidiana. É o trânsito que não anda; é o trânsito que anda demais e quer passar sobre você; é o mercado que não responde como poderia; é você que não está sabendo entender o que o mercado está gritando; são as contas que chegam; são as contas que são pagas; é a sua conta que sofre; é o mundo que não lhe entende; é você que não consegue se fazer entender pelo mundo; são os aparelhos da tecnologia que funcionam quando querem; é você que não nasceu na época da facilidade de entendimento dos tais aparelhos da tecnologia; no meio desta loucura toda existem aquelas pessoas que você adora - umas que chamamos de família, outras que temos orgulho de chamarmos de amigos - só que a maior parte delas está longe, porque vive em outra cidade, outro estado, porque está em sua cama e não vive este horário maluco de jornalista. E como fazer para esvaziar tudo o que se acumulou durante o dia, durante a semana, quem sabe, durante meses, e que você está guardando no peito? Tem maluco que grita. Não gosto. Uma bebida ajudaria, mas o risco de virar um alcoólatra seria mais prejudicial do que o acúmulo de estresse. Então um choro parece ser uma grande opção. Homem não chora? Com o perdão do escrito, foda-se. Eu choro. E quando estou assim, precisando tirar peso dos ombros, fica muito mais fácil: uma boa música romântica (não pelo romantismo, mas pela sonoridade) ou com mensagem bacana já é suficiente; pode ser uma Adele, na vida, que o significado pouco me importa, mas que tem um som tão agradável ao ouvido, que me faz viajar; pode ser a Fafá, cantando Pai; pode ser uma cena de filme; podem rolar de rir, a despedida da Hebe, quando saiu do SBT (parece bobagem, mas é uma das maiores demonstrações de amor a uma empresa e zelo muito por isto); pode ser Zezé e Luciano, no Dia em Que Sai de Casa, porque aí lembro de minha mãe, que é a pessoa que mais faz sentir-me especial. Pode ser o Hino Nacional, que ganhou vida na interpretação de Fafá de Belém. O que ganha relevância é o resultado que consigo ao ouvir esta cantoria: choro. E não é aquela situação discreta e poética, que faz uma lágrima escorrer pelo rosto; choro copiosamente, como criança. Então estou pronto para deitar e curtir o sono, que deve bater a porta da minh'alma, dizendo que é hora de relaxar o corpo, porque o espírito já está leve.
E se você é tão macho para não chorar, é porque nunca foi homem suficiente para se entregar para si e se conhecer por dentro.

sexta-feira, abril 13, 2012

Beijo

Te toco; minha pele roça na sua; tudo fica molhado, quente; é um começo para avanços maiores, e nem por isso pode ser considerado só um passo, ou como algo incompleto. É perfeito, excitante, atrevido, pode ser roubado, ganho, doce, e se for dado com amor, vish, nem tem comparativo. A sensação do toque ganha reforço com a invasiva, descarada, muitas vezes potente, língua. Uma troca de saliva, de coisas boas e ruins, mas, acima de tudo, um jeito bom de se dar, de se mostrar, de se entregar a pessoa amada. Viva o beijo, o dia do beijo, o momento do beijo, o tesão no beijo, o desejo e tudo que envolve este ato de amor e respeito, que não pode ser perfeitamente descrito em palavras.

quarta-feira, março 28, 2012

O frio é possível

Não é porque já passou que irei elogiar. Gosto, mesmo do verão. Pode dar 40ºC, o sol ser forte e tudo mais - não, não tenho piscina, nem fico os três meses quentes do ano em férias; mais, pouco vou à praia. Gosto do verão mesmo sabendo que irei ficar suado, que até pode parecer anti-higiênico, mas que tenho a garantia de não ficar com esta sensação de que o ar pode faltar. Isto que o inverno nem se apresentou ainda. Consigo, entretanto, tolerar o frio. Me agasalho ao extremo, me cubro com todas as cobertas possíveis e dou conta do recado com a temperatura de meu corpo. Consigo até aceitar e a passar a gostar do inverno se, do lado não estiver o vazio, se puder estar abraçado, tomando um vinho, assistindo um filme, quem sabe, comendo algo, e, ouvi outro dia, com a lareira acesa. Daí é pedir demais. O inverno, assim, ganha ares de verão no meu subcociente, que pode assimilar, de boa, todo o frio que ainda está por vir. Salve-salve a inverneira das noites de conchinha, das tardes sob os cobertores, dos vinhos de boa qualidade, do chocolate quente, e das boas companhias.

segunda-feira, março 26, 2012

Bairrismo ou BBBairrismo

É muito intrigante como nos tornamos bairristas em determinadas situações. Não sou o tipo de telespectador do Big Brother Brasil. Não que acredite que eles mereçam algum desprezo. Acho tudo válido - se não me acrescenta em nada, pelo menos pode me entreter. Pessoalmente, não gosto. O que acompanho é para não ficar por fora nas rodas de conversa e, nesta edição, porque divulgamos a presença do lajeadense Jonas Sulzbach, que tenho chamado de BBBonas.
Não conheço o cara, nem mãe, nem pai, nem nenhum Sulzbach da família. Acredito que o vi - quando esteve em Lajeado, no Natal, mas só de passagem. Então, podes se perguntar, qual seria o motivo de, além de estar assistindo partes do BBB estou escrevendo sobre o modelo. A explicação é aquela que a maior parte das pessoas diz não ter: o bairrismo. No caso, BBBairrismo. Passei a torcer por ele. Vibrei, durante a prova do líder, que poderia o colocar na final, em cada ponto que fazia. Detonei a loira e poupei o Fael, porque é amigo do BBBonas. Tudo em vão. Ele foi para o paredão. Tudo bem. Faz parte do jogo.
Bairrista? Eu? Sim. E daí? O cara pode morar fora, mas é daqui, cresceu aqui, viveu com os demais lajeadenses e está muito perto de se dar ainda melhor na vida. Torceria por outra pessoa por qual motivo? Sou um torcedor do BBBonas. Sobre o BBB, bom, se acabar depois desta edição, foi mais uma experiência da televisão. Outras tantas virão.

sexta-feira, março 23, 2012

Acreditar

Acreditar no seu potencial, na sua capacidade, naquilo que confia, no que pensa, no que defende. É o princípio para que os demais te levem em consideração, te respeitem, e mostrem que concordam, ou mesmo que são contrários ao que você pensa ou prega. O que não se pode é esmorecer. Se o coração não bate mais na mesma direção, outro caminho ele escolherá para bater; e o mais bacana é que sempre haverá alternativas viáveis para que ele consiga bater o suficiente para aquecer o corpo, bombar o sangue e te fazer feliz. Se este caminho não apareceu à sua frente, é porque ainda não está procurando o suficiente, ou porque não chegou o momento certo. Você não pode ficar esperando, como se estivesse no aguardo do ônibus do amor - até porque, se ele passar, não abrirá a porta -, mas ele, o sentimento que vai fazer teus olhos brilharem, certamente, um dia te achará. Quando este dia chegar você vai agradecer por ainda estar acreditando que uma nova vida é possível.

sábado, março 17, 2012

Quero ser o sol

Surpresas. Já devo ter escrito que elas me assustam. Pode parecer redundante, mas o fato é que realmente me surpreendem, me impressionam. Algumas são boas, excelentes, fazem nos sentir mais importantes, não para a sociedade, como autoridades ou personalidades conhecidas - daquelas em que o status é o mais importante -, mas para nós mesmos. E é isto que me importa. Quero ser o melhor para mim, quero vencer todas as batalhas a que me proponho, quero ser como o sol, que até se esconde atrás das nuvens, mas que nunca deixa de ser o astro rei e emanar o seu calor, que até aquece os demais, mas que vive de si para si.

domingo, março 11, 2012

A desaforada se vinga

Parece que ela leu o texto que escrevi sobre a sua capacidade de motivar, excitar, até comover, que a chamei de desaforada, além de abusar com um, quase chulo, "gostosa". Só pode ser esta a explicação, porque ontem ela se puxou, passou como a garota de Ipanema: cheia de graça, num doce balanço no caminho, desta vez, do céu. A situação é a seguinte: pessoas na piscina - que ainda estava com água quente, devido ao calor do dia - uma ceva bacana, daí, lá no horizonte, onde um morro dorme na tranquilidade do interior do Vale, uma claridade se apresenta. O que seria? Não há como ser movimento - como festa, esporte ou coisa assim -, afinal, naqueles confins nada poderia emanar tamanha luminosidade. Eis que aparece um risco sobre o morro. Amarelo queimado, quase mel, forte como um holofote, visível para todos, guerreira e querendo me mostrar que é muito mais do que gostosa e desaforada. O risco se transforma em uma gigantesca imagem de sua perfeição, demonstrando os detalhes de seu corpo como alguém que veste roupa branca e se molha, com o diferencial de que seu tom é amarelado - uma cor perfeita para o céu escuro cravado de estrelas. Ela ficou ainda melhor, ainda mais perfeita, detonando com aquela ode que fiz, fazendo ela se transformar em um mero elogio sem importância. Me rendo a sua beleza, a sua capacidade de nos deixar boquiabertos, ao seu tamanho e a sua pouco sutil forma de se mostrar. Salve, salve, lua, a rainha da noite.

sexta-feira, março 09, 2012

Gostosa e desaforada

Sair do jornal no início da madrugada me permite ver algumas situações e imagens interessantes. Nesta semana tive um destes privilégios. Estava na rua quando a vi. Ela estava um desbunde, um desaforo, a própria concepção afrodisíaca que eleva o ser, seu ego, e sua vontade de fazer algo. Linda, encorpada, com suas tradicionais curvas - verdade que, de longe, ela fica ainda mais linda, mas o que vale é a sensação que ela transmite. Estava lá na rua, radiante, brilhante, gigante, tentadora e debochada. E o melhor de tudo é que ela me acompanhou, andou comigo por onde eu fui, até me deitar e ela ali, do meu lado, como se viesse me dar um beijo de boa noite e um abraço carinhoso, e quem dera, muito mais do que isto. Acho sensacional e lua como estava nesta semana.

sábado, janeiro 14, 2012

Sala de espera

Uma sala comprida, branca, bem iluminada, com dois cuspidores de vento fazendo este verão senegalesco transformar-se em um agradável clima alpino. Nas televisões, sim no plural, porque três estavam expostas e ligadas, novela e desenho animado. O que não era nada animador era o clima deste ambiente. Todos na espera de uma notícia, na tensão de quem não sabe o que se passa do outro lado daquela porta - também branca, que diz não ser possível passar sem ser convidado. O barulho constante da TV, a chuva que se passa do outro lado da vidraça, a noite anterior mal dormida, tudo ajuda para, neste momento, o sono se apresentar. E ele chega valendo. Vem com força, mesmo. Ainda mais após à tentativa de ler um jornal sobre assuntos técnicos da sua profissão. Escrever parece ser uma boa solução para passar o tempo e a angústia da espera de alguma informação. Mas até mesmo a escrita, ora feita em papel e caneta se transforma-se em motivo para baixar a cabeça e, junto, as pálpebras. O que me faz crer que se Deus escreve certo por linhas tortas, eu escrevo torto por linhas certas. Eis que, no fim da sala, um aviso sonoro - tradicional do funcionamento dos motores - mostra o que pode haver solução para minimizar os danos do sono. Duas máquinas self-service. A da direita se reserva aos naturebas. Sucos de todos os sabores: laranja, uva, limão, laranja com mamão, com isto, com aquilo e aquele outro. A outra me pareceu mais apetitosa e alimentou um vício diário: café. R$ 1,50 em moedas e ela, modernosa, providencia um capuccino espumante - algo de dar inveja para qualquer batedor de café. Um espetáculo. Um, porque as moedas acabaram. Tenho notas de R$ 2,00 em papel, mas ela não gosta; não quer esta desnaturada. Ignora meus R$ 2,00. Alguém deve ter moedas nesta sala. Um pedido de muitos. Como um pedreiro a procura de alguns reais para mais uma pedra que será o seu deleite. Só em pensar que não há moedas - maldito sapo engolidor de moedas (cofre doméstico) -, o sono retorna. A máquina me olha, sento perto dela. Sei que não será caridosa, sei que me olha com ar de desdém por ter dados as moedas para o sapo; está sorrindo ao ver que tenho dinheiro, mas não como comprar. Bem diz o ditado que dinheiro não traz felicidade. Na sala grande, além dos necessitados de café, estão outros tantos. Os moderninhos com note e netbooks - aqui tem wifi; os mais antigos com alpargatas em couro; os de longe, que reforçam o som do "e", em leitE quentE, por exemplo. O certo é que a interação é lenda, que muda muito quando se percebem seus familiares. Por falar em familiares, lá vem a mulher de verde, aquela que é o arauto das informações da saúde de quem passa pelo bloco cirúrgico e UTI. Está na hora de acompanhar a paciente e tomar o segundo e providencial café.